QUESTIONAMENTOS

QUESTIONAMENTOS

 

Os questionamentos que surgiram

Desde os primórdios anos de minha vida

Encumbiram-se de moldarem o meu “eu”

Preparando-me para o “ser” que hoje “sou”.

 

Os inúmeros questionamentos

Surgidos um pós o outro

À cada nascer de um novo dia.

São momentos de aprendizados

Provocados pelo que me foi revelado

Ampliando o horizonte do meu conhecimento.

 

Quanto mais neste horizonte avanço

Percorrendo infinitos labirintos

Mais descubro o quanto pouco sei.

E o quanto tenho que aprender

Para tornar-me um ser perfeito.

 

Descubri que verdades existem

No mesmo tema que foi analisado

Dependendo do foco que foi dado

E do discernimento do sujeito em si

Na sua valiosa individualidade.

 

Cada um tem a verdade que quer

Ao definir a vida desejada.

Para dar significados à ela

No enfrentamento da própria realidade

Situações são interpretadas.

 

Desta forma as lógicas advindas

Das buscas por mim alvejadas

Aos poucos foram desvendadas

Proporcionando-me aprendizado

De extremo significado e singularidade

Para a construção da minha verdade.

 

Vivendo como aprendiz da vida

Descobrindo dela a essência

Novos questionamentos surgirão

No rítmo da sua dinâmica

Para que nada passe em vão.

E como indicativo preciso

Do que por certo no futuro serei.

 

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CANTAR DO SABIÁ

CANTAR DO SABIÁ

 

Como é gostoso ouvir

O cantar do sabiá

Cântico lírico a ecoar

A mais profunda razão do “ser”.

 

Sentir o teu cântico entranhar

Nas entranhas da lembrança

Para depois se lembrar

O quanto é prazeroso viver.

 

Viajar por meio do pensamento

Entrando mata adentro

Ouvindo todos os seus sons.

Sons da natureza a externa-los.

 

Nesta contemplação audio visual

Produzida de forma natural

Lembrar-se do cantar do sabiá

É alimentar a pureza da alma.

 

É por meio do pensamento levitar

Sobre a natureza florida

Sentindo a essência da vida

Como verdadeiramente ela “é”.

Sublime, maravilhosa e bela.

 

São delícias que só são persebidas

Quando se vive em dimensão mais alta

Degustando suas maravilhas

Assim como vive o sabiá

Em meio à natureza feliz a cantar.

 

 

O QUE É SER POETA

O QUE É SER POETA

 

Se alguém perguntar-me

O que é ser poeta?

Não saberei explicar!

Direi apenas que ser poeta

É ser dono de um amor ilimitado

É amar simplesmente por amar

Amar em troca de nada.

Sem se preocupar que também é.

 

 

E assim vivendo a vida

Na dimensão do amor

Entre espinhos e flôres

Dela sempre a falar.

Falar das idas e voltas

Entre aclives e declives

Sozinho em alto mar

Enfrentando tempestades.

 

E neste jeito de viver

Os aliados do poeta

É a caneta e o papel

Nas horas silenciosas a sós.

Se é a resposta esperada, não sei!

A única coisa que sei

É que como aprendiz da vida

Por certo irei aprender.

 

Talvez quando eu aprender

A nova resposta que darei

Irá convencer alguém

Quanto ao que é ser poeta.

Enquanto isto não acontece

Vivo esta vida incerta

Na esperança de um dia estar

Entre os vencedores a comemorar.

 

 

VIAGEM CELESTE

VIAGEM CELESTE

 

Visitando o infinito

Além do alcance do grito

Calimério feliz estava, quando:

Em um lugar ele chegou

Em terra firme pisou

Distante na imensidão

Tudo a contemplar.

Conforme sua narrativa

Como se fosse um amanhecer

A neblina da manhã sumindo

E os raios do sol surgindo.

Quando ao seguir por uma estrada

Encontrou alguém que o cumprimentou

O qual no instante o aceitou

Como seu mestre, seu guia.

O mestre começou a dizer lhe:

Tenho muito o que lhe mostrar

Acompanhe-me por favor

Enquanto estou a lhe falar.

Seguimos por uma estrada

Como as da Zona Rural da terra

Cortadas por trilhos de rodas.

A nossa direita, água corrente

Escorrendo entre os jasmins

E as margens da estrada, capins.

Entre a estrada e os jasmins

Contrastando a altura dos capins

Havia um grande abacateiro.

Depois de andarmos um pouco

Ouvindo meu mestre falar

Fizemos a meia volta

E começamos a voltar.

A nossa direita casas simples

Com paredes brancas e telhados

Senhoras irradiando felicidade

Em pequenos giraus, lavando pratos.

O mestre assim, disse-me:

Aqui moram pessoas de bem

Que viveram na terra em paz

Sem cometerem delitos.

Mais adiante após as casas

A uns cem metros da estrada

Uma grande construção estava.

Novamente o mestre assim disse-me:

Isto aqui é um hospital!

As pessoas que viveram na terra

E morreram por doenças graves ou não

Sem cometerem transgressão

Aqui estão em tratamento espiritual

Curando as dores da matéria

As quais sentem como se fosse reais.

Em seguida viramos a esquerda

Travessamos a água corrente

Por meio de uma pinguela.

Mais adiante a nossa direita

Havia outra grande construção

Imponente e reforçada.

O mestre olhando, disse-me:

Aqui estão todos aqueles

Que quando viveram na terra

Cometeram graves delitos

Impiedosamente, barbáries.

Estão aqui, recebendo o que merecem!

No entendimento de Calimério

Tratava-se de uma penitenciária

Semelhantes às que têm na terra.

Ao fazermos o caminho de volta

E chegarmos novamente à estrada

Seguimos-a, a esquerda!

Até o final de onde estávamos

Como se fosse a borda de uma mesa.

Calimério emocionado narra:

Alí, eu, e meu querido mestre.

Posicionamos diante à imensidão

Com corpos celestes por cima, em frente.

E mergulhados por baixo.

A direita um grupo de pessoas

Com binóculos observando o universo

Ao chamar a atenção de Calimério

Ele ao mestre perguntou:

O que eles estão fazendo?

O mestre o respondeu:

São eles estudantes de astrologia.

Em seguida disse: venha cá, e veja!

Está vendo aquele corpo celeste

Destacando entre os demais?

Calimério o respondeu: sim, estou!

O mestre com carinho, completou: então…

É lá que você vive…

E é pra lá que você vai voltar!

Enquanto não chega a sua vez!

Quando isto acontecer, provavelmente,

Por aqui deveras passar.

No instante a viagem acabou

Para a terra Calimério, voltou.

Sem persepção do retorno

Quando de repente ao dar-se conta

Na terra ele já estava

De toda viagem a lembrar

Em meio aos seus familiares

E todo ocorrido a contar.

 

 

 

SER POLÍTICO

SER POLÍTICO

 

Por mais que eu tento ser…

Não consigo ser político!

Já tentei algumas vezes.

Todas as vezes que tentei

Tive crise de identidade.

Os políticos faltam com a verdade!

Eles falam mal de um

Estando com o outro.

Falam mal do outro

Estando com um.

E estando com os dois

Falam de um terceiro.

Eu não sou assim!

E nem quero ser!

Falar mal não é o caso.

Se eu não gosto da pessoa

Deixo ela pra lá!

Se não a tenho como amiga…

Não a tenho também como inimiga!

A vida é dela!

Já o político não…

Mesmo não o tendo como amigo

Finge que o tem.

Ainda diz mais:

Você mora do lado esquerdo do meu peito!

Isso é falsidade!

Somada à crise de identidade

Por falta de autenticidade.

O político é assim!

E ainda faz muito mais.

Não! Eu não consigo ser!…

Para mim…

É amigo ou não é!

Porém, não o tenho como inimigo.

Somos apenas diferentes

No modo de agir e nos ideais.

Deixo-o pra lá!

A não ser que ele me prejudique.

Ai eu viro bicho.

 

NOME ESTRANGEIRO

NOME ESTRANGEIRO

 

Feliz, Felizmar, felizberto,

Julião, não sei o certo.

Pode ser um deles ou não.

Os nomes daqui da cidade

São tao diferentes do certao.

Lá os nomes são nomes simples

Não existe complicação.

Esses tais nomes importados

Difíceis de ser pronunciados

Vem do outro lado do oceano

Reconhecida outra nação.

Não sei por que razão…

O sujeito não é nascido lá.

Não tem como explicar.

Será que como estrangeiro

Ele quer se passar?

Não! Não é isso não!

Não foi ele que escolheu seu nome!

Foi alguém querendo inovar!

Sem se preocupar com tal…

Se o sujeito ia gostar

A verdade é que ele foi falsificado

Com o tal nome estrangeiro.

Quem não o conhece

Pensa que ele é de lá!

Mas não, ele é brasileiro!

Só o nome que é.

Vai entender.

INTENSIDADE DO AMOR

INTENSIDADE DO AMOR

 

Quão um barco a deriva eu estava

No oceano do amor navegando

Lembrando momentos que passamos

Com as estrelas e a lua testemunhando

Nossos corpos despidos a se amarem.

 

Tudo…, tudo parecia sonhos.

No entanto eram momentos reais

Retidos no subconsciente

Retornando por meio do pensamento

Provocando sensações no presente.

 

Mesmo fisicamente você não estando

Comigo nosso amor deliciando

Era fato, tudo era tão real

Que o balanço das águas do oceano

Provocava deliciosas sensações.

 

Por isso é que no momento

Em que tudo em verdade é real

Se necessário digo-ti mil vezes que a amo

E que jamais deixarei de amar-ti

Com este amor de intensidade sem igual.