CANTAR DO SABIÁ

CANTAR DO SABIÁ

 

Como é gostoso ouvir

O cantar do sabiá

Cântico lírico a ecoar

A mais profunda razão do “ser”.

 

Sentir o teu cântico entranhar

Nas entranhas da lembrança

Para depois se lembrar

O quanto é prazeroso viver.

 

Viajar por meio do pensamento

Entrando mata adentro

Ouvindo todos os seus sons.

Sons da natureza a externa-los.

 

Nesta contemplação audio visual

Produzida de forma natural

Lembrar-se do cantar do sabiá

É alimentar a pureza da alma.

 

É por meio do pensamento levitar

Sobre a natureza florida

Sentindo a essência da vida

Como verdadeiramente ela “é”.

Sublime, maravilhosa e bela.

 

São delícias que só são persebidas

Quando se vive em dimensão mais alta

Degustando suas maravilhas

Assim como vive o sabiá

Em meio à natureza feliz a cantar.

 

 

O QUE É SER POETA

O QUE É SER POETA

Se alguém perguntar-me

O que é ser poeta?

Não saberei explicar!

Direi apenas que ser poeta

É ser dono de um amor ilimitado

É amar simplesmente por amar

Amar em troca de nada.

Sem se preocupar que também é.

E assim vivendo a vida

Na dimensão do amor

Entre espinhos e flôres

Dela sempre a falar.

Falar das idas e voltas

Entre aclives e declives

Sozinho em alto mar

Enfrentando tempestades.

E neste jeito de viver

Os aliados do poeta

É a caneta e o papel

Nas horas silenciosas a sós.

Se é a resposta esperada, não sei!

A única coisa que sei

É que como aprendiz da vida

Por certo irei aprender.

Talvez quando eu aprender

A nova resposta que darei

Irá convencer alguém

Quanto ao que é ser poeta.

Enquanto isto não acontece

Vivo esta vida incerta

Na esperança de um dia estar

Entre os vencedores a comemorar.

INTENSIDADE DO AMOR

INTENSIDADE DO AMOR

 

Quão um barco a deriva eu estava

No oceano do amor navegando

Lembrando momentos que passamos

Com as estrelas e a lua testemunhando

Nossos corpos despidos a se amarem.

 

Tudo…, tudo parecia sonhos.

No entanto eram momentos reais

Retidos no subconsciente

Retornando por meio do pensamento

Provocando sensações no presente.

 

Mesmo fisicamente você não estando

Comigo nosso amor deliciando

Era fato, tudo era tão real

Que o balanço das águas do oceano

Provocava deliciosas sensações.

 

Por isso é que no momento

Em que tudo em verdade é real

Se necessário digo-ti mil vezes que a amo

E que jamais deixarei de amar-ti

Com este amor de intensidade sem igual.

DIZER “SOU”

DIZER “SOU”

 

No interior de um “ser” que fala

Existe uma criança inquieta a gritar

Em meio às coisas que o cercam

Na sua inquietude querendo

Impacientemente o mundo conquistar.

 

Para que na conquista deste mundo

O mundo possa também o conhecer

E neste “ser” reconhecer o que ele “é”!

Como manifestação viva do amor

De um homem e de uma mulher.

 

Mesmo que o tempo ao passar tenha

Proporcionado neste”ser” o desgaste da matérma

Enquanto o valoroso intelecto desenvolveu

O seu conhecimento consequentemente

Em simultâneo também cresceu.

 

Mas na medida em que o conhecimento cresceu

Mais este “ser” ao conhecer padesceu

Diante do quanto tem que aprender

Para que em fim ele possa dizer

No presente o verbo ser, “sou”!

INCÓGNITAS DO DESTINO

INCÓGNITAS DO DESTINO

 

Nasci no mato, no mato cresci.

Bicho do mato eu sou! Porém,

As incógnitas do destino na sua dinâmica

Conduzidas pelas demandas da vida

Trouxeram-me para cidade grande.

 

Vivendo na cidade grande

Nas encruzilhadas das suas veias

De fluxo humano constante

Para mim tudo era novidade!

Causando-me muita anciedade.

 

Percorrendo suas veias

Contemplando monumentos históricos

Símbolos e textos de histórias distantes

Tanto da cronologia, quanto das minhas origens

Despertaram-me o buscar conhecimentos.

 

No ato da contemplação eu perguntava

Como será que é la dentro?

Enquanto outras perguntas

Surgiam inquietando o meu “ser”

Dando sentido ao meu viver.

 

Com o passar e a dinâmica do tempo

As incógnitas rotineiras do destino

Incluíram-me na história desses monumentos

Tornei-me participante ativo nos seus ambientes

Buscando aprendizado, construindo meu legado.

 

Assim desvendando e vivenciando

As incógnitas do destino e vivendo-as

No contemporâneo, aqui estou!

Para onde vou, eu não sei!

Mas por certo, um dia lá…, eu estarei.

 

 

 

 

 

ESSENCIALIDADES DO AMOR

ESSENCIALIDADES DO AMOR

 

Quem me deras

Se eu  fosse capaz

De descrever o amor

Na sublime e ampla singularidade

Do seu jeito magedtoso de ser.

 

Quem me deras

Se ao descrever o amor

Sua amplitude fosse alcânçada

Para que todos ficassem sabendo

Tudo que ele está a nos proporcionar.

 

Quem me deras

Se o amor por todos fosse vivido

Sem fazer restrições

Ou tentar resistir a algo

Que ele está a nos dizer.

 

Quem me deras

Se as palavras que descrevem o amor

Ao retrata-lo por meio delas

Saíssem com naturalidade

Como as águas estam a jorrarem.

 

E ao viver as suas essencialidades

A humanidade fosse inserida nela

E ela inserida na humanidade

Transformando-as em uma só

Como o universo a ser explorado.

 

Quem me deras!?…

COMO SER FELIZ

COMO SER FELIZ

 

É comum ouvirmos dizer

Inconscientemente… sou infeliz!

Anulando assim a felicidade.

E negativando a vida em si.

Como se ela não estivesse presente

Nos momentos felizes que vivemos.

 

Pobres seres errantes

Que sem saber o que dizem

Priorizam os momentos infelizes

Dando à eles importância indevida.

E de qual não são merecedores.

Por meio das suas lembranças.

 

Redirecionar os pensamentos

Possibilitando apenas lembrar

Os momentos felizes que vivestes.

É o mesmo que valorizarmos na vida

O melhor que ela lhe oferece

Para que de fato, sejas feliz.

 

Tendo sempre o entendimento

Que a felicidade não é eterna!

Assim como, a tristeza também não!

A vida torna-se mais fácil

Quando feita assim a filtragem

Priorizando a felicidade.

 

Para isto acontecer-ti

É só fixar nas lembranças

Os momentos felizes que vivestes

No enfrentamento das demandas da vida.

Priorizando assim com certeza

Sentirás por certo, o que é ser feliz!