POESIA É VIDA

POESIA É VIDA

A arte como um todo
Nas suas várias formas
De fazer-se existir, e ser…
Mesmo na contemporaneidade
É comum ouvir insensíveis
E desinformados perguntarem…
Para que a arte serve?
A arte enche barriga?

Em se tratando da arte literária
Desde os primórdios tempos
Os textos poéticos eram
O único veículo de comunicação
A levar e trazer informações
Entre os povos da época.
Assim como aínda hoje
Faz a literatura de cordel.

Seja como produtor literário.
Ou comerciante deste produto.
Pessoas sobrevivem dignamente
Ganhando o pão de cada dia
Para o sustento da família.

A poesia está presente em tudo!
No vento que sopra;
No ar que respiramos;
No infinito do horizonte;
Na terra, no céu, na água dos rios e dos ribeirões
Desde as pequenas nascentes
À imensidão dos mares
Compondo e embelezando a natureza.
Tudo isso faz parte
Dos lugares onde a poesia está
Como narrativa da vida.

Se a poesia faz parte
Das essencialidades da vida
É impossível viver sem ela!
Seja em forma de agradecimento;
Na forma de sentir o momento;
No planejamento dos sonhos;
Na preparação para o futuro
A poesia como arte literária
Está presente nas nossas vidas.

Assim como nas outras formas
Em que a vida manifesta-se
Por meio da arte esculpida, pintada…
Não importa de que forma.
Se a arte é vida…! A poesia é vida!
Ela está presente em tudo
Nos seres animados e inanimados
Principalmente onde existe amor.

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CRIANÇA PRODÍGIO

Nem sempre a questão idade
É sinônimo de competência
Esses versos relatam a proeza
E os feitos da criança prodígio.

Aquele olhar curioso de criança
Exalando paz, harmonia e amor
Esconde a essência de quem ele “é”!
Antes de sequer crescer, e “ser”.

Quando ele pega o violão
E sua voz começa ecoar
Fascina e encanta multidões
Que com ele põe-se a cantar.

A maravilha do teu cantar
Deixa a plateia maravilhada
Imaginando, sonhando, como será?
O futuro à ela destinado.

Sem medo de se enganar, o poeta
Em versos relatando, diz:
Tu és promissora criança prodígio
Na arte de tocar, cantar e encantar.

Assim o infinito amanhã
No ritmo do tempo a passar
E da construção da tua história
Terá o teu legado a contemplar.

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AMANHÃ

Quando o teu amanhã chegar
Com o teu trabalho reconhecido
Por certo tu serás aplaudido
Nos lugares por onde passar.

Cada um constroi a própria história
E por meio dela será lembrado
Preocupar-se com o como “será”
É tarefa exclusivamente individual.

Se tu tens a valiosa oportunidade
Sugiro que assim o faça e tenha
A certeza que o teu amanhã
Será fruto do que estás a plantar.

Assim sendo, selecione a semente
E plante-a com muito amor
Irrigando-a constantemente
Para germinar, nasçer e multiplica-la.

Assim será o teu amanhã
Defina-o, como tu o quer
Quando teus dias findarem
O que tu foi, será lembrado.

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TRANSGRESSOR

A definição do “ser poeta”
De forma justa e precisa
É quase que impossível.
Talvez a definição qualificativa
Que mais aproxima da sua essência
Seja o vocábulo, “transgressor”.

O poeta está sempre a transgredir
Os padrões socialmente definidos
Com base no seu conhecimento
E entendimento do que é a vida.
Isso, mesmo ele sabendo
Que não é dono da verdade nem da razão.

Não que ele seja maldoso!
Ou age como adepto do mal!
A questão é que o seu jeito
De ver a vida e de vive-la
O mergulha um pouco mais
Nas suas essencialidades
Fazendo com que ele
No seu habitat natural
Tenha entendimentos diferentes
Ao ponto de ele acreditar
E tê-los como opção de vida.

Assim o poeta ao manifestar-se
Expõe o seu próprio “eu”
Às observações e críticas
Dos populares e leitores em geral
Concordando ou opondo-se à ele
Como nato formador de opinião
E idealista visionário que ele é.

O poeta está sempre a provocar
Análises e reflexões relevantes
Em relação às demandas humanas
Dos tempos remotos ao contemporâneo
Na dinâmica aplicada da vida real
Nas especificidades que dela emanam.

Para o poeta o mais importante
É ser cidadão e militante da vida
Manifestando as suas opiniões
Nas diversas situações naturais
E no enfrentamento das adversidades
Provadoras que a vida o submete
De forma não omissa e construtiva.

Por esses motivos e outros, é que:
Possivelmente o qualificativo ideal
A ser dado qualificando-o
Seja o qualificativo”transgressor”!
Como forma de reconhece-lo e transformá-lo
Em indispensável e oficial opositor
À mesmice continuada que paira
Sobre os tradicionais conservadores
E sugadores do que lhes interessa
De forma desmedida e desonesta.
Isso também, é ser poeta.

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PECULIARIDADES

O ser humano ideal
Não é aquele que se adapta
Às peculiaridades do outro.
E sim aquele que respeita
A diversidade dos “seres”
Como qualificativos individuais
Com os quais está a conviver.

A vida assim ao ser vivida
Torna-se mais harmoniosa e bela
Além de não provocar as sequelas
Oriundas dos conflitos que excluem
A paz no convívio a reimar.

Se a harmonia é vida
Vamos cultiva-la semeando
Nos lugares por onde andarmos.
Semeando-a em todos os lugares
A sua colheita será farta.
E para que os seres humanos ideais
Reunidos e unidos em nome da paz
Estejam presentes em todos os lugares.

Este é o grande mistério da vida
E também o mais edificante
Pois, nele está o amor.

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DESESPERADO

Acostumado ao jeito seu
Com o pensamento girando a mil;
A cabeça pegando fogo;
E o coração acelerado.

Se estou em casa penso em ti;
Se estou na rua busco te ver;
Em cada rosto que meus olhos olham
Sem te ver entristece e choram.

Minha vida não tem sentido
Sequer sei para onde vou
Se assim ela continuar
Meu coração não irá aguentar.

Por isso te digo querida
Tu és tudo em minha vida
Tu és o ar que respiro
A fonte do meu viver.

Quando estou com você
Sou o homem mais feliz
Se por acaso não voltares
Por certo irei morrer.

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FELICIDADE

Tentando entender o que é a felicidade meu pensamento vai.
Perguntas surgem muitas vezes sem resposta.
Temos o hábito de pensar que a felicidade está nas coisas extraordinárias.
E que nada que está ao nosso arredor tem valor.
Engano, tudo tem valor tamanho que não podemos medi-lo.
O que não tem valor pra você, tem para o outro.
A felicidade pode estar não no muito que se tem.
E sim no valor que se dá ao que tem.
A vida é feita de momentos triste e momentos felizes.
Ser feliz é valorizar os momentos felizes que vivemos.
Os momentos tristes que vivemos, devem ser lembrados como momentos de aprendizado.
A partir do momento em que assim vivemos a vida ela torna-se feliz e bela.

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VERSOS DE MÃO DUPLA

Nesses versos de mão dupla
Permitindo ida e volta
Presto minhas homenagens
Aos defensores de causas e ideais.

Aos que diante das adversidades
De entendimentos divergentes
Nos conflitos discursivos
Na defesa de opiniões
Não se calam como omissos.

Mesmo que o tom da fala
Ultrapassa os limites ideais.
E as semânticas das palavras
No calor da discussão.
O mais importante é saber
Que divergindo opiniões
O ser humano tende a crescer.

Por isso neste momento
De instabilidades emocionais
A tirarem momentaneamente
O bom senso dos sujeitos.
Desejo que em seguida à fala
Reflitam-se no que foi dito
Para tirarem melhores conclusões.

Esta é a defesa que faço
Em prol dos que não se calam
Omitindo opiniões referentes
À sobrevivência humana.
Devido ao fato de que
As discussões divergentes
Em defesa do bem comum
Está sempre a promover
A democracia irrestrita
Entre os seus demandantes.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho
Aluno EJA, IFG Câmpus Goiânia

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CANTAR DO SABIÁ

CANTAR DO SABIÁ

 

Como é gostoso ouvir

O cantar do sabiá

Cântico lírico a ecoar

A mais profunda razão do “ser”.

 

Sentir o teu cântico entranhar

Nas entranhas da lembrança

Para depois se lembrar

O quanto é prazeroso viver.

 

Viajar por meio do pensamento

Entrando mata adentro

Ouvindo todos os seus sons.

Sons da natureza a externa-los.

 

Nesta contemplação audio visual

Produzida de forma natural

Lembrar-se do cantar do sabiá

É alimentar a pureza da alma.

 

É por meio do pensamento levitar

Sobre a natureza florida

Sentindo a essência da vida

Como verdadeiramente ela “é”.

Sublime, maravilhosa e bela.

 

São delícias que só são persebidas

Quando se vive em dimensão mais alta

Degustando suas maravilhas

Assim como vive o sabiá

Em meio à natureza feliz a cantar.

 

 

O QUE É SER POETA

O QUE É SER POETA

Se alguém perguntar-me

O que é ser poeta?

Não saberei explicar!

Direi apenas que ser poeta

É ser dono de um amor ilimitado

É amar simplesmente por amar

Amar em troca de nada.

Sem se preocupar que também é.

E assim vivendo a vida

Na dimensão do amor

Entre espinhos e flôres

Dela sempre a falar.

Falar das idas e voltas

Entre aclives e declives

Sozinho em alto mar

Enfrentando tempestades.

E neste jeito de viver

Os aliados do poeta

É a caneta e o papel

Nas horas silenciosas a sós.

Se é a resposta esperada, não sei!

A única coisa que sei

É que como aprendiz da vida

Por certo irei aprender.

Talvez quando eu aprender

A nova resposta que darei

Irá convencer alguém

Quanto ao que é ser poeta.

Enquanto isto não acontece

Vivo esta vida incerta

Na esperança de um dia estar

Entre os vencedores a comemorar.

INTENSIDADE DO AMOR

INTENSIDADE DO AMOR

 

Quão um barco a deriva eu estava

No oceano do amor navegando

Lembrando momentos que passamos

Com as estrelas e a lua testemunhando

Nossos corpos despidos a se amarem.

 

Tudo…, tudo parecia sonhos.

No entanto eram momentos reais

Retidos no subconsciente

Retornando por meio do pensamento

Provocando sensações no presente.

 

Mesmo fisicamente você não estando

Comigo nosso amor deliciando

Era fato, tudo era tão real

Que o balanço das águas do oceano

Provocava deliciosas sensações.

 

Por isso é que no momento

Em que tudo em verdade é real

Se necessário digo-ti mil vezes que a amo

E que jamais deixarei de amar-ti

Com este amor de intensidade sem igual.

DIZER “SOU”

DIZER “SOU”

 

No interior de um “ser” que fala

Existe uma criança inquieta a gritar

Em meio às coisas que o cercam

Na sua inquietude querendo

Impacientemente o mundo conquistar.

 

Para que na conquista deste mundo

O mundo possa também o conhecer

E neste “ser” reconhecer o que ele “é”!

Como manifestação viva do amor

De um homem e de uma mulher.

 

Mesmo que o tempo ao passar tenha

Proporcionado neste”ser” o desgaste da matérma

Enquanto o valoroso intelecto desenvolveu

O seu conhecimento consequentemente

Em simultâneo também cresceu.

 

Mas na medida em que o conhecimento cresceu

Mais este “ser” ao conhecer padesceu

Diante do quanto tem que aprender

Para que em fim ele possa dizer

No presente o verbo ser, “sou”!

INCÓGNITAS DO DESTINO

INCÓGNITAS DO DESTINO

 

Nasci no mato, no mato cresci.

Bicho do mato eu sou! Porém,

As incógnitas do destino na sua dinâmica

Conduzidas pelas demandas da vida

Trouxeram-me para cidade grande.

 

Vivendo na cidade grande

Nas encruzilhadas das suas veias

De fluxo humano constante

Para mim tudo era novidade!

Causando-me muita anciedade.

 

Percorrendo suas veias

Contemplando monumentos históricos

Símbolos e textos de histórias distantes

Tanto da cronologia, quanto das minhas origens

Despertaram-me o buscar conhecimentos.

 

No ato da contemplação eu perguntava

Como será que é la dentro?

Enquanto outras perguntas

Surgiam inquietando o meu “ser”

Dando sentido ao meu viver.

 

Com o passar e a dinâmica do tempo

As incógnitas rotineiras do destino

Incluíram-me na história desses monumentos

Tornei-me participante ativo nos seus ambientes

Buscando aprendizado, construindo meu legado.

 

Assim desvendando e vivenciando

As incógnitas do destino e vivendo-as

No contemporâneo, aqui estou!

Para onde vou, eu não sei!

Mas por certo, um dia lá…, eu estarei.

 

 

 

 

 

ESSENCIALIDADES DO AMOR

ESSENCIALIDADES DO AMOR

 

Quem me deras

Se eu  fosse capaz

De descrever o amor

Na sublime e ampla singularidade

Do seu jeito magedtoso de ser.

 

Quem me deras

Se ao descrever o amor

Sua amplitude fosse alcânçada

Para que todos ficassem sabendo

Tudo que ele está a nos proporcionar.

 

Quem me deras

Se o amor por todos fosse vivido

Sem fazer restrições

Ou tentar resistir a algo

Que ele está a nos dizer.

 

Quem me deras

Se as palavras que descrevem o amor

Ao retrata-lo por meio delas

Saíssem com naturalidade

Como as águas estam a jorrarem.

 

E ao viver as suas essencialidades

A humanidade fosse inserida nela

E ela inserida na humanidade

Transformando-as em uma só

Como o universo a ser explorado.

 

Quem me deras!?…