PODER MAIOR

PODER MAIOR

Por mais uma vez no Brasil
A essência humana do sujeito
O permitiu conquistar respeito
E muita admiração.
Sua liderança é incógnita
Ninguém sabe como será
O que ele irá aprontar
Ao assumir o poder.

Independente das suas diferenças
O líder que o antecedeu
Da mesma forma apareceu
Como solução dos problemas.
Depois de um tempo no poder
O que o fez descer o abismo
Sendo verdade ou não
Para todos, é uma grande lição.

Tendo o eleitor como avalista
Fundamentado na constituição
Ao assumir o poder maior
Na condução desta grande nação
O eleitor cobra-lhe discernimento e retidão
Em todas as suas ações
De forma ampla e democrática.

Aos que confiaram conduzindo- o
Ao cobiçado cargo eleitoral
Resta-lhes apenas a expectativa
Do resultado que por certo virá
Quando o seu mandato findar.
Uma coisa já é certo
Agradar à todos, não dá.

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CAPITALISMO E DEMOCRACIA IDEAL

Na posição de eleitor crítico creio
Que a melhor forma de governo
Na condução da política econômica
É o capitalismo democrático
Lícito e idôneo nas suas ações.

Nele todas as classes sociais
Intelectuais e profissionais;
Pequenos e grandes industriais;
Da mesma forma os produtores rurais;
Recebem os proventos oriundos
Dos trabalhos por eles prestados
Com critério no justo merecimento.

Este é o capitalismo ideal
E não o capitalismo fundamentado
Na base do toma lá dá cá.
Por mais que temos o conhecimento
Que as falcatruas existem
Aceitar este ato ilícito
É o mesmo que institucionalizá-lo
Legalizando as suas ações.

Em um regime laico e democrático
Fundamentado no direito a cidadania
E de ganhar segundo o merecimento
As oportunidades no mercado surgem
Valorando o trabalhador que se preparou
Para o enfrentamento das demandas.

Neste momento mais do que nunca
Não devemos esquecer as boas obras
Que cidadãos ilustres realizaram.
Porém não devemos também
Em nome das boas obras
Desconsiderar as práticas erradas
Que este mesmo cidadão cometeu.

Vamos dar a Cézar o que é de Cézar
Sem causar prejuízos à ele
E nem dar o que ele não merece.
Sem dúvidas, este é o capitalismo
E democrática dos sonhos.

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RESILIÊNCIA

A resiliência como qualificativo
A dizer do “eu” de um sujeito
Tem como seus portadores
Sujeitos de vários segmentos.

A contemporaneidade da então
Política partidária brasileira
Revelou-nos um comandante
Até então, sem expressão.

Atuando como militar vestindo
A farda do exército brasileiro
Teve encerrada a sua carreira
Ao ser condicionado, reformado.

Seja ele portador ou não
Do motivo desta nova situação
O fato é que para ser ele reformado
Teve o aval dos seus comandantes.

Isso, devido ao fato de o ver
Como cidadão inapto para honrar
A respeitável, Forças Armadas Brasileiras
No momento em que dele ela precisar.

Quiz o destino que por meio das urnas
O então militar reformado
Tornasse comandante da nação
E dos seus comandantes do passado.

Assim, a sua resiliência o transformou
Em vencedor contemporâneo. Porém:
O resultado da sua liderança e comando
Somente no final dela saberemos.

Até aquele que não é cúmplice
Da liderança à ele concedida
Por certo estará torcendo
Para ele ser bem sucedido.

O resultado que virá será
Bom ou ruím para todos.
Assim por vários motivos
A corrente por ele é positiva.

Vamos nessa corrente resiliarmos
Em prol do melhor para todos.
Pois, se ele for bem sucedido
Juntos, com ele também seremos.

Usando a linguagem popular
Em relação ao que não deu certo
Podemos assim dizer, sem erro
Em relação aos pretensiosos “idos”.

Depois de tanto almejar e sonhar
O projeto da social democracia
Como tiro saiu pela culatra!
Esse resultado, eles não esperavam…

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SIMPATIZANTES INCONCIENTES

Os simpatizantes do facismo
Que legitimaram os novos rumos
A serem instalados”democraticamente”
No governo central do Brasil.
Por certo demanda um tempo
Para terem a real consciência
Da inoportuna opção que fizeram.

Na estruturação deste governo
Os novos gestores das pastas
A compor o seu processo.
São gestores escolhidos a dedo
Segundo suas habilidades
Para ampliação das afinidades
Que este novo governo requer.

O populismo imediatista
Que de forma oportunista
Legalizou este novo governo.
Foi impulsionado pela imprecisão
Da dignidade dos políticos de então
Que como corruptos e corruptores
Construíram, um negativo legado.

Desta forma o dizer que diz:
“Brasil, país do futuro”!
Ao que tudo indica por mais uma vez
Terá este objetivo adiado
Por tempo indeterminado.
E o tão sonhado objetivo
Segue nas águas destino ao mar.

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TOMA LA DÁ CÁ

TOMA LA DÁ CÁ

Por meio do toma lá dá cá
Os políticos tradicionais
Empoderaram-se ao ponto
De abandonaram seus eleitores.
Os eleitores por sua vez
Cansados dos atos promíscuos
Dos então seus representantes
Mudaram seus objetivos.

Buscando renovar seus ídolos
Por meio de outras opções
Usando a comunicação contemporânea
A qual muitos não acompanharam
Renovando também a linguagem
Não foram induzidos pelo poder das palavras
Ditas pelos bons oradores.

Desta forma o poder central do Brasil
Com o surgimento de um novo ídolo
Respeitando o poder soberano do povo
Uma vez que do povo o poder emana.
E os valores da democracia
Por mais uma vez teve
Um novo rumo traçado.

O então novo mandatário
De aparência não letrada
Falando a então língua que o povo
Como eleitores queriam ouvir
Assume o poder maior.
Aos políticos tradicionais resta
Fazerem uma reflexão profunda
Dos seus vícios e práticas
Para na contemporaneidade
Se atualizarem como tal
Renovando suas práticas
Com o ser digno e ético
Abandonando o toma lá dá cá.

ETERNOS DEVOTOS

ETERNOS DEVOTOS

Em seguida a noite nebulosa
Distante no horizonte surge o sol
Exibindo todo seu esplendor
Dizendo que o amor ao manifestar-se
Torna-se de fato vencedor.

Ao vencer rústicos obstáculos
Aparentimente intransponíveis
O amor eleva-se ao mais alto nível
Onde verdadeiramente é o seu lugar.

A penumbra oriunda de algoz
Como apologista de extremo rigor
Jamais irá fazê-lo vencedor.
Quando o amor e a paz são soberanos
E juntos em perfeita harmonia
Proporcionando todos os dias
A esperança de um futuro melhor.

Em lindas noites, noites de luar
Por certo iremos repousar
Sem nos preocuparmos com o que virá.
O positivismo que da paz e do amor emanam
Neste novo momento da vida
Será nosso Porto Seguro
Como promissor norte iluminado.
Nós, que da paz e do amor
Somos e seremos devotos.

QUESTIONAMENTOS

QUESTIONAMENTOS

 

Os questionamentos que surgiram

Desde os primórdios anos de minha vida

Encumbiram-se de moldarem o meu “eu”

Preparando-me para o “ser” que hoje “sou”.

 

Os inúmeros questionamentos

Surgidos um após o outro

À cada nascer de um novo dia.

São momentos de aprendizados

Provocados pelo que me foi revelado

Ampliando o horizonte do meu conhecimento.

 

Quanto mais neste horizonte avanço

Percorrendo infinitos labirintos

Mais descubro o quanto pouco sei.

E o quanto tenho que aprender

Para tornar-me um ser perfeito.

 

Descubri que verdades existem

No mesmo tema que foi analisado

Dependendo do foco que foi dado

E do discernimento do sujeito em si

Na sua valiosa individualidade.

 

Cada um tem a verdade que quer

Ao definir a vida desejada.

Para dar significados à ela

No enfrentamento da própria realidade

Situações são interpretadas.

 

Desta forma as lógicas advindas

Das buscas por mim alvejadas

Aos poucos foram desvendadas

Proporcionando-me aprendizado

De extremo significado e singularidade

Para a construção da minha verdade.

 

Vivendo como aprendiz da vida

Descobrindo dela a essência

Novos questionamentos surgirão

No rítmo da sua dinâmica

Para que nada passe em vão.

E como indicativo preciso

Do que por certo no futuro serei.

 

SER POLÍTICO

SER POLÍTICO

 

Por mais que eu tento ser…

Não consigo ser político!

Já tentei algumas vezes.

Todas as vezes que tentei

Tive crise de identidade.

Os políticos faltam com a verdade!

Eles falam mal de um

Estando com o outro.

Falam mal do outro

Estando com um.

E estando com os dois

Falam de um terceiro.

Eu não sou assim!

E nem quero ser!

Falar mal não é o caso.

Se eu não gosto da pessoa

Deixo ela pra lá!

Se não a tenho como amiga…

Não a tenho também como inimiga!

A vida é dela!

Já o político não…

Mesmo não o tendo como amigo

Finge que o tem.

Ainda diz mais:

Você mora do lado esquerdo do meu peito!

Isso é falsidade!

Somada à crise de identidade

Por falta de autenticidade.

O político é assim!

E ainda faz muito mais.

Não! Eu não consigo ser!…

Para mim…

É amigo ou não é!

Porém, não o tenho como inimigo.

Somos apenas diferentes

No modo de agir e nos ideais.

Deixo-o pra lá!

A não ser que ele me prejudique.

Ai eu viro bicho.

 

DILEMA DOS BRASILEIROS

DILEMA DOS BRASILEIROS

 

No momento o dilema dos brasileiros

Para o ato que define o seu amanhã

Diante das inúmeras evidências negativas

É definir em quem deverão votar.

 

Dentre os critérios a serem observados

Para neste ato a eficiência alcançarem

Um deles é a opção pelo político novo.

O outro é pelo político de carreira não manchada.

 

O político novo sempre é uma incógnita

Por ninguém saber como ele sará

Diante das oportunidades que ele terá

Quando o patrimônio público administrar.

 

Mas para promover a renovação

No quadro político que aí está

Também no político novo

O eleitor deverá votar.

 

O político de carreira não manchada

Por já ter provado quem ele”é”!

É a opção de voto ideal a ser votada

Para a higienização na política praticar.

 

O eleitor ao fazer esta análise

E ter esses dois parâmetros traçados

No político de idoneidade manchada

Por certo, ele, não irá votar.

 

Esta é a decisão que levará a nação

Ao status de nação respeitável

Quando além das fronteiras pronunciarem

A inigualável frase, nação brasileira.

TOCHAS AO VENTO

TOCHAS AO VENTO

 

Mesmo querendo esquecer

As cenas da vida real

É impossível, ninguém pode!

E se quer sente alívio.

 

Ao ver irmãos padecendo

Sem ter à quem recorrer

Em um submundo sem limites

São eles obrigados a viverem.

 

Sao tochas bailando ao vento

Mulheres com suas crianças

Em meio a fumaça que arde

Entoando fúnebres cânticos.

 

Retalhos e trapos sao vestes

Na passarela da fome

Seres de tristes semblantes

Insistem em dizer que são homens.

 

Sentindo o efeito da exclusão

Que sofrem todos os dias

Choram de dor por terem

A identidade perdida.

 

Nas ruas por onde andam

Ao darem seus gritos de alerta

Por todos os que os ouvem

São eles chamados sem teto.

 

No meio da multidão

É simplesmente mais um

Que ao valer o que tem

Não tem valor nenhum.

 

Ficam a mercê daqueles

Que tem poder de decisão

Que ao invés de defende-los

Praticam a omissão.

 

Assim vão levando a vida

Deixando a vida os levar

A unica certeza que têm

É que não tem aonde chegar.

 

Neste viver sem viver

Crianças choram querendo

O pão que sacia a fome

Sem te-lo, para comer.

 

Caminhando com passos lentos

E olhares sem esperança

Expressão por meio dos olhos

O que levam como herança.

 

Sem noção do por vir

Refém da vida que levam

Se quer podem imaginar

O que a vida os reserva.

 

Nesta vida desprovida

Do exencial para viver

Famílias sobrevivem a esmo

Sem saber como e por que.

 

Nas cidades sobrevivem

Driblando a sobrevivência

Sonhando com a vida farta

Ignorando a carência.

 

Nas vilas fincadas a margem

Da longa estrada da vida

Vivem com suas famílias

Em estufas negras e sombrias.

 

São tochas perdidas no tempo

Que o vento não as pode apagar

Por cada tocha que acende

Dá-me vontade de chorar.

 

Chorar por não fazer

Algo que possa mudar

A vida desses irmãos

Tirando-os de onde estão.