PENA QUE NEM TODOS

PENA QUE NEM TODOS

Existe menino
Feliz a brincar
Correndo, pulando
Pra lá e pra cá
Em todas as ruas
Por toda cidade
Enquanto não chega
A hora de estudar.

Brincando de pic- esconde
Conta um, dois, três!
De amarelinha
Conta outra vez.
E de caracol
Também a contar
Enquanto não chega
A hora de estudar.

Quando a hora chega
Ele vai a escola
Canta a felicidade
De aprender e ser
Com seus coleguinhas
Também a cantarem
Para que eles possam
A vitória alcançarem.

Pena que nem todos
Vivem assim
Seus momentos na vida
São tão ruins
Não podem brincar
Nem irem a escola
Estão nas esquinas
Pedindo esmolas.

Lá rá lá lá lá rá
Lá rá lá lá lá
Lá rá lá lá lá rá
Lá rá lá lá lá
Lá rá lá lá lá rá
Lá rá lá lá lá
Pena que nem todos
Podem estudar.

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MOLEQUE SAPECA

Eu fui! Eu era!
Moleque sapeca
Jogava peteca
Sonhando ser melhor
Jogava futebol
No campo do Zéca.

Adorava pular corda
Jogava amarelinha
Passava anel
Curtia esconde- esconde.
Em volta da escola
Brincava de cobra- cega.

Fazia cama de gato
Rodava bambolê
Como pião rodopiando
Era melhor que você.
No campo empinava pipa
Arraia e papagaio.

Jogava bola de gude
Brincava de quase tudo
Até de o que é! O que é!
Com meninas e meninos.
Parlendas, lenga- lengas
Pegadinhas, adivinhas, trava- línguas.

Vivendo assim…
Como pássaro a voar
Pode acreditar
Eu fui esse moleque.
Hoje brinco com as palavras
Para não fugir as regras.

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DESTRUIDOR DE PROJETOS

DESTRUIDOR DE PROJETOS

O desgoverno que governa
Sem projetar sequer um projeto
A atender as classes excluídas
As quais sendo bem remuneradas
Tem potencial de consumo
A alavancar o PIB negativo.
Não pode ser benquisto
Muito menos sequenciado.

Um governo quando assim
Além de não ter projetos
A deixar como marca
Às futuras gerações
Como legado a ser seguido.
Revala-se destruidor de projetos
Os quais foram incrementados
Por governos anteriores
Implantando o retrocesso.

O governo atual do Brasil
Ao implantar o retrocesso
Revela-se como fábrica
De trabalhadores desalentados
Vivendo na clandestinidade
Buscando a sobrevivência
Combatendo as desilusões
Para não perderem o chão.

Ao mesmo tempo sendo chamados
De massa manipulável
A serviço dos idealistas
A buscarem alternativas
Que proporcione vida digna
Aos profissionais sem alentos.
Desqualificando-os por serem
Defensores dos excluídos.
Este governo assim revela:
Destruidor de projetos
Como marca a ser deixada.

IDEOLOGIAS SEGMENTADAS

IDEOLOGIAS SEGMENTADAS

A questão do fanático partidário
E do idólatra político ao atuar
É que ele não fala como eleitor.
E sim como cúmplice militante
Das ideologias segmentadas
A atender o corporativismo
Como classes mantenedoras
De políticas públicas a favor
Do capitalismo neoliberal
E não do eleitor excluído.

Pena que a comunicação online
Não tem poderes para filtrar
Os discursos tendenciosos
A induzir o eleitor desinformado
Emocionado pelo poder da fala
Apoiar quem promete uma coisa
Que na real acaba fazendo outra
Que não tem nada a ver
Com a questão social
Motivo da promessa explícita
Que gerou a prática implícita.

Quando isso acontece
O militante partidário
E o idólatra militante
Não agem como eleitor
E sim como fanático potencial
Da ideologia classista partidária
Na qual ele está inserido.
Anulando o discernimento
Que lhe daria o entendimento
Do quanto está sendo enganado.

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EXPURGO URBANO

Qual é a lógica?
Qual é a lógica?
A lógica da lógica
É o rico ficar mais rico!
E o pobre ficar mais pobre!
Se liga meu irmão…
Para não se enganar
Com o amanhã dos chamados:
Excluídos sem guarida!
Sem teto!
E sem vida.

Para que tu possas saber
Do que estou lhe falando
Não precisa ser formado
Em sociologia, filosofia
E nem economia
Para ter entendimento.
Basta prestar atenção
Nos detentores do poder
Que decidem por você
Sem a tua opinião!
Se liga meu irmão
Saia desta ilusão.

Qual é a lógica?
Qual é a lógica?
A lógica da lógica
É o rico ficar mais rico!
E o pobre ficar mais pobre!
E como pobre ser expulso
Da periferia onde vive
Para a periferia
Da periferia
Pelos latifundiários.
Vejam só que maravilha
É o tal expurgo urbano.

Que maravilha!
Que maravilha!
Que maravilha!
Que maravilha!

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VIDA DO SONHADOR

O desejo de realizar o sonho
E por meio dele viver.
Leva o sonhador a buscar
Na fonte da criação
O conteúdo necessário
Que o conduz ao prazer
De ter o sonho realizado.

Ele… Ao viajar no imaginário
Sente tanto prazer que nem
O desgaste das horas dedicadas
Não lhe provoca cansasso
Nem vontade de desistir.
Vai como felino buscando caça.

O sonhador está sempre
Vislumbrando e a buscar
Na imensidão do horizonte
O imaginado além dos montes
Na esperança de alcança-lo
Para o sonho realizar.
Vivendo sempre a sonhar.

ALI É O MEU LUGAR

ALI É O MEU LUGAR

Nos verdes campos e veredas
Nascentes na encosta da Serra
Água escorrendo serra abaixo
Em meio à ribanceira
Formando cascatas e cachoeiras
Ali é o meu lugar.

Gado berrando na invernada;
Porco roncando no chiqueiro;
Cavalo gordo no pasto;
Galo cantando no poleiro;
Galinhas e ovos caipira;
Ali é o meu lugar.

Sabiá dentro da mata
Cantando o seu refrão
Juriti na laranjeira
Na paiada a perdiz
E o chororó a cantar
Ali é o meu lugar.

Por esses motivos e outros
No sertão é o meu lugar
Comendo carne de lata
Biscoito de polvilho e fubá
Ovo caipira com arroz
Ali é o meu lugar.

Vivendo assim como eu vivo
Distante da minha terra
Quando dela eu me lembro
A saudade me faz chorar
E dá me vontade de voltar.
Por que ali é o meu lugar.

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ASSIM É O MEU PENSENTO

Por meio do pensamento
Estou sempre a viajar
Conhecendo novas terras
Fazendo novas amizades
Pescando na curva do rio
Comendo peixe e paca
Tatu, jacaré e cotia
Enquanto as horas passam.

Nesse viver imaginário
Tudo parece que para
O tempo na sua inquietude
O silício é o amigo
A dizer à todo mundo
Prestem atenção no que digo.

Se queres ser feliz
Ouça o barulho do vendo
Trazendo de muito longe
O som de uma bela canção
A ecoar no espaço vazio
Adentrando os corações.

Pensando assim eu vivo
Curtindo a natureza
Esbanjando a tua beleza
E o perfume das flores
Enquanto abelhas, borboletas,
E os beija- flores felizes
Degustando colhem o néctar
Felizes a sobrevoarem.

Assim é o pensamento
E o jeito deste sujeito
Vivendo sempre a sonhar
Trazendo dentro do peito
O dom de viver e amar.

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SENTIMENTOS ENOBRECEDORES

Se trago dentro de mim
Sentimentos enobrecedores.
Como posso ser julgado
Como alguém a semear
Divergências entre as pessoas
Sempre que manifesto
Senso crítico e entendimento.

Tentando entender quem sou
Estou sempre a perguntar
O que eu devo fazer
Para minha imagem melhorar?
Se em relação ao que penso
Eu não posso ser omisso
E muito menos contradizer
Às coisas que acredito.

Minha exposição de pensamentos
Não é para denigrir ninguém.
É para que outros manifestem
O seu entendimento também.
Para conciliar as divergências
Que foram explicitadas
Em busca do bem comum
A beneficiar a humanidade.

Todos os dias eu fico
Da janela a contemplar
Observando a multidão passar!
Dela vejo o não poder e a carência
De pessoas indefesas mendigando
Implorando o pão e a vida
Buscando encontrar meios
Para sua condição de vida melhorar.

Em silêncio pergunto-me
Qual será o meu papel?
Como encontrar alternativas
Para ser mais participativo
Na vida desses sujeitos?
E assim promover mudanças
Possibilitando-lhes mudança de vida?!
Em meio aos meus devaneios
Confesso que suplico meios
Para acabar com a disparidade
Na vida dos brasileiros.

NÚMERO DE BENEFICIADOS

NÚMERO DE BENEFICIADOS

A interação governo, neoliberalismo e a sociedade com as demandas sociais
É um misto de jogo de interesses
Em que o jogador das questões sociais
Mesmo sendo fonte das demandas
Motivos dos fomentos destinados
É sempre o perdedor.

O postulante ao cargo presidencial
No percurso por ele percorrido
Até a sua confirmação como tal
Não tem como chegar lá
Sem posicionar-se diante da sociedades
No confronto direto com as demandas.

Neste confronto as soluções das demandas
São apresentadas de forma clara e viáveis
Fazendo que o eleitor acredita
Que o problema será resolvido.
E que o drama das questões sociais
Será menos traumático
Ou deixará de existir em se tratando
Daquela demanda em si.

Porém o então postulante
A partir da sua confirmação
Como ocupante do trono presidencial
Por um período determinado.
Por mais que sejam lembradas
As promessas por ele feitas
Para ele não tem mais importância.
Devido ao fato de ele
Ter estreitado o relacionamento
Com o poder neoliberal.

O presidente como detentor
Do poder de decretar deliberando
Tanto o sim, como o não.
Ao ser abordado pelos neoliberais
Diante do seu poder de barganha
Eles passam a ditarem ao governo
O que têm que ser feito e como
Tem que ser a execução.

A diferença entre o poder neoliberal.
E o poder das demandas sociais
Apresentadas pelos seus demandantes.
É que enquanto o dito pelos
representantes
Do neoliberalismo é regra
E faz parte do jogo de interesses.
Enquanto o dito pelos representantes sociais
Não passa de um simples pedido
O qual é entendido e destinado
Como um simples favor concedido.

Em se tratando do valor destinado
Ao investimento na questão social
Em seguida a avaliação neoliberal
Dependendo do valor liberado
Pode ser fonte de fomento
Com grandes possibilidades
De dividido e destinado
À outros investimentos não declarados.

Desta forma as questões sociais
Tendem a perpetuarem-se
Passando de um governo para o outro
Até quando ninguém sabe.
Assim as demandas sociais
Como forma de justificativa explítas
Na prática das atitudes implícitas
Concentra requeza imensa
Nas mãos de poucos beneficiados
Para os quais não foram “liberados”
Legalmente grande parte do fomento.

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VISIONÁRIO X COMODISMO

O que é ser visionário?
Ser visionário é não adequar-se
Ao comodismo que impede
O cidadão a buscar novas opções
Como alternativas de vida.
É trazer dentro de si a valorosa
E indispensável inquietude
Em relação a questão “rotina”
Que induz o cidadão a mesmice.

O comodismo nada mais é
Que a paralisia do poder criativo
E do dom da busca inerente
Do ser humano, como “ser” pensante
A conquistar dignamente o seu lugar
No espaço físico e no tempo.

Ele é como terra árida!
No período chuvoso produz!
Mas quando a chuva passa
Em seguida os vegetais morrem.
Provocando na cadeira alimentar
Entre as espécies que alí vivem
Mortes sucessivas por não terem
O alimento para sobreviverem.

Ser visionário é ser portador
Do dom de empreendedor.
É ter a capacidade de vislumbrar
Oportunidades e meios para vencer
Onde aparentemente não tem.
É acreditar no próprio potencial
Tendo o querer fazer
Como combustível indispensável
Para que a vitória ser alcançada.
Assim acreditando, será!

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APRESENTAÇÃO DAS DEMANDAS

A idade adulta ao manifestar-se
Interessante e prazerosa
Propicia ao sujeito benefícios
E deles desfrutar de imediato.
Mas, têm também os pontos negativos
Devido ao fato de eles ao manifestarem
Não serem devidamente valorizados.

Dentre eles podemos citar
O valoroso ato de reivindicar
Manifestando suas demandas
Na medida em que elas surgem.
Mesmo a reivindicação fazendo parte
Da rica natureza humana
Como oriunda da sua essência.

O primeiro ato do sujeito
Em seguida ao seu nascimento
Mesmo não sendo capaz de falar
É reivindicar por meio do choro
A sua primeira alimentação.
O recém-nascido simplesmente diz:
Algo está faltando-me, e quero!
O entendimento que se tem
É que ele reivindica o alimento
Para saciar a sua fome.
Naquele momento… A mãe
Oferece-lhe uma das mamas
Para que ele alimente-se.
Em seguida fazer-se existente.

Porém este mesmo sujeito
Depois que cresce e fazer-se adulto
Esquece em parte a importância
Da reivindicação e como fazê-la
Para viabilizar a sobrevivência.
Ele ao deparar-se com as demandas
Cala omitindo-as covardimente
Inviabilizando a então solução
Provocando enormes prejuízos
Dificultando a valorosa viabilização.
A qual só acontece em seguida
À sua apresentação.

ÉTICA NECESSÁRIA

ÉTICA NECESSÁRIA

Na era das novas tecnologias
Facilitando a comunicação online
Uma chuva de novas informações
Chegam aos aparelhos portáteis
Em um misto de viável e inviável
Compondo o mesmo texto.
Sem se preocuparem com a ética
Com o lícito e o não lícito.
Cabendo ao usuário fazer o filtro.

Fazendo uso dessas ferramentas
O cidadão que tem o dom da palavra
Usa os meios de comunicação
Na indução da massa vulnerável
Devido ao pouco discernimento
Que ela tem diante, do que é o quê?

Assim o pretensioso comunicador
Tendo conhecimento que a mentira
Por si só não sobrevive.
Faz um misto de mentiras e verdades
Para que possa obter êxitos
Naquilo que lhe convém.
Provocando imensa confusão
Nos cidadãos influenciados
Como se tudo fosse verdade.

Isso não quer dizer que as novas tecnologias
Devem ser abandonadas.
E sim, ter o máximo de cuidados
Na retransmissão dos dados
Para que a ética necessária
E as mensagens edificantes
Cheguem até aos usuários
No atendimento das demandas sociais.

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ESTADO DE “SER” DO SER HUMANO

As personagens da vida real
Como “seres” vivendo a realidade
Individualme na dimensão alcançada
São divididos nos seguintes seres:
Invisíveis, visíveis e notáveis!
Que vivendo em condições desiguais Ocupando o mesmo espaço territorial
Cada um convive entre os seus.

Na convivência diária rotineira
Um, sem misturar-se com o outro
Encontram-se nas ruas caminhado
Em meio as personagens invisíveis.
Que devido à sua insignificância
Estão presentes nas calçadas
Perambulando ou paradas
Sentadas ou deitadas
Nos bancos das praças
Ou nos bancos de outros lugares.

Cansadas por não terem o que fazer.
Vivendo nos labirintos da exclusão
Sendo elas notados apenas
Quando obstruem a passagem dos demais.
Em convívio descriminstório e racista
Manifestado na espécie humana
Sem estabelecerem diálogo entre si.

Já as personagens visíveis
Devido à sua utilidade no trabalho
São vistos onde quer que estejam
Como trabalhadores a serem explorados
Enquanto são úteis aos notáveis.
Dependendo do rendimento individual
Muitos deles são bajulados
Enquanto estão na ativa
Como se fossem também notáveis.

Devido ao modo de trajarem-se
Como outdoor das grandes grifes
As personagens notáveis se exibem Onde quer que elas estão e vão
Sem se darem contas da realidade Como exibicionistas voluntários
… Dizendo “sou” e posso!
Como se o “ter” fosse
O principal qualificativo a designar A valiosa qualidade de “ser”!
Esquecendo que quem tem, perde!
E quem “é”! soma cada vez mais.
Uma vez que está sempre a aprender.

Famílias, sociedades e nações
Ao terem na sua composição
O invisível, o visível e o notável
Praticam as mesmas injustiças
Na relação de um para com o outro.
Isso acontece naturalmente
De forma implícita e explícita
Como estado de “ser” do ser humano.

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CAMINHO A SER SEGUIDO

O pensamento ao ser usado
Em uma linha de raciocínio lógico
Usando as informações obtidas
Como fonte de pesquisa e aprendizado
Explora o desconhecido para obtere
O aprendizado necessário
Transformando o “ser” do sujeito
Em trabalhador qualificado.

As competências do trabalhador
Não estão no que ele diz “ser”.
E sim no que ele faz com precisão
Sempre que lhe é confiada
A realização de uma missão.
Quando o sujeito tem o domínio
Do que ele está a fazer
É como se fosse um lazer
Não sofre um pequeno desgaste.

Mas quando ele diz, “ser”!
E na verdade não, “é”!
Funciona como tortura
Um desgaste mental sem igual
A deixar-lhe atordoado.
Sem noção do espaço e do tempo
Caminha sem direção
Faltando-lhe também o chão.

Neste caso o pensamento;
O raciocínio lógico;
E as informações obtidas;
De forma contextualizadas
É o norte a ser seguido
Pisando firme no chão
Tendo como resposta a razão
Levando-o fatalmente
Ao lugar mais alto do pódio.

PROGRESSO NECESSÁRIO

PROGRESSO NECESSÁRIO

O sonhador ao sonhar
Sonha buscando algo
Além do espaço e do tempo
Que a mente imagina e vislumbra
Em um novo conceito de existência.

Obras de artes são construídas;
Monumentos são herguidos;
Transformando a estrutura física geográfica;
Destruindo as belezas naturais
Que a anos foram desenvolvidas
Para o atendimento da ambição humana.

Ele… Inspirado transforma-se
Em fonte de criação e projeção
Descrevendo o que ainda
Será vivido possivelmente.
Em que o seu imaginário transcende
A estrutura física visível
Do lugar em que está
Como alguém que pode ser e é!
Por meio do querer fazer.

Mas também existem sonhadores
Que trazem na sua essência
A arte da preservação do belo
Adicionando outras qualidades
No que está ofuscado
Para que ele também destaca-se
Na composição do ambiente
Como impacto do que pode ser feito.

Assim o imaginário do sonhador
Ao ser explorado e levado a sério
Ao mesmo tempo em que destrói
Constrói de forma a promover
Na individualidade dos “seres”
O progresso que se faz necessário
À espécie humana como um todo.

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QUALIDADES DO EMULADOR

Diante das adversidades da sobrevida
Em que as resoluções dos problemas
Por meio das políticas públicas
Promovidas pelo Estado
transforma-se
Em pontos obscuros na imensidão.
Faz que o amanhã torna-se
Sem perspectivas de melhoras.

Nesse momento o sujeito que tem
As qualidades de emulador.
Diante das demandas sociais
Por certo será melhor sucedido
Que os demais que pouco têm
Por não serem capazes
De buscar novas alternativas.

A emulação como princípio ativo
Na promoção do poder igualitário
Eleva a auto-estima do sujeito
A competir de igual para igual
Com os melhores competidores
Para a conquista da sobrevida
Mesmo diante das adversidades.

Assim o ato de emular
Além de necessário é prazeroso.
Leva o sujeito à condição
De vencedor, independente
Do que alguém pode fazer por ele.
E se vai ser feito ou não.
Principalmente em se tratando
De um Estado comprometido
Dominado pelo poder neoliberal
Agindo como boneco ventríloquo
Manuseado pelos capitalistas.
O ideal é que todos os sujeitos
Tenham as qualidades do emulador.

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ETAPAS DA VIDA DE UM “SER”

Enquanto os versos inquietarem o meu “ser”
E as palavras brotarem de minha alma
Serei instrumento de realizações
Da nobre arte de falar da vida
Na diversidade dos “seres”
Como resultado do saber individual.

No princípio causa e efeito
Justifica-se o por quê
De não ter dois “seres” iguais
Em se tratando da espécie humana.
Porém para ser convencido
É preciso que acredite
Que o “ser” individual é imutável.
E que este “ser” pode habitar e animar
Existências ao longo dos tempos
Em corpos diferentes;
Em lugares diferentes;
Em épocas diferentes;
No cumprimento de uma única missão
A qual ele está incumbido:
A missão da evolução!
Sequenciando a evolução alcançada
Na sua individualidade.

Desta forma em um mesmo espaço físico
Convive saberes diferentes
No cumprimento de um mesma missão
Com cada “ser” e saber fazendo
A parte que ele já tem o domínio.

Nesse convívio de extrema relevância
Cada sujeito tem a sua importância
No cumprimento de uma importante etapa
Na construção da então evolução
Que o ser humano está a alcançar
Em todas as etapas da vida.