CIDADÃO FILADELFIENSE

A história de um povo ao ser construidada, no âmbito regional e suas peculiaridades, é composta de experiências individuais, que no cumprimento das suas missões, deixaram marcadas as suas presenças, a serem contadas como legados, para as gerações futuras, no sequenciamento das suas posteridades.

Nesse contexto João Filho Rodrigues da Silva, o popular João Filho, um cidadão filadelfiense, deixa nos anais da Cidade de Filadélfia, localizada no Estado do Tocantins, o registro de alguém que por ela muito fez. Pois, não foi uma presença em vão. Deixou na memória dos que com ele conviveram, lembranças que jamais serão esquecidas.

Assim João Filho Rodrigues da Silva, tem o seu nome registrado, na história de Filadélfia, como um dos mais nobres cidadãos, que na Cidade de Filadélfia existiu. A sua personalidade forte e única, com posicionamentos políticos pontuais, é exemplo a ser seguido, como alguém que por meio do senso crítico, deixou registrada a personalidade do seu “eu”, digno desta homenagem, como cidadão filadelfiense.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

MOMENTO DIFÍCIL

Neste momento difícil, diante das provações de vida, que estamos destinados a passar. Minha alma lamenta e chora, a perda da presença física, do nosso amigo João Filho, vitimado, pelo coronavirus.

Com os olhos marejados, coração espedaçado, como órfão de um amigo. Sinto-me também enlutado, como os demais amigos, ao lado dos seus familiares. Pois, impotentes estamos, com pouco a poder fazer, diante do imenso poder, desse tal coronavirus.

Que nesse momento de tristeza, elevamos os nossos pensamentos, em forma de oração, ao nosso Criador. Para que ele com a sua bondade, de nós tenha piedade, livra-nos deste mal, que está a nos abater.

Senhor… Sabemos que devido às nossas imperfeições, não somos merecedores, da graça da sua bondade. Mas, por não termos à quem recorrer… Senhor! Atenda o nosso clamor, pois, tu és o poder e a bondade, acima das perversidade, que estamos a cometer.

Senhor… Nesse exato momento, nós, unidos em um só pensamento, rogamos à Ti Senhor, que receba o amigo João Filho, em teu seio. Para que a sua passagem, seja menos traumática possível, para ele, e aos seus familiares. E que por meio da tua bondade, o maldito coronavirus, seja extinto do nosso meio… Senhor.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

DIREITO À CIDADANIA

A banalização da política, na vida de uma nação, é o pior câncer que existe, a atingir os que mais precisão, como membros de uma sociedade, buscando um lugar ao sol.

Mas, o que é a banalização da política? A política deveria ser vista, como algo edificante, onde todos os seus praticantes, tivessem o nome a zelar. Se preocupassem com a boa moral e com a boa ética.

Mas não! O que se vê na política, é o oportunismo das falcatruas, na base do toma lá da cá, visando o enriquissimento ilícito, custe o que custar, não importa quem será prejudicado.

Se as vítimas das balas perdidas, e os seus familiares, por falta de segurança pública. Se os que morrem sem assistência médica, os que perdem entes queridos, deixando filhos órfãos. Ou os que não têm a oportunidade, de darem boa formação para os filhos, por falta da educação democratizada, a possibilitar melhor distribuição de renda, enfim.

O pior de tudo é saber, que a vida social, à muito foi extruturada, socialmente de firma hierárquica, por meio do processo democrático, em que de tempo em tempo, um fica responsável para gerir, o atendimento das demandas sociais, elegendo prioridades que possam, beneficiar a sociedade envolvida como um todo.

Mas aí a prática do ilícito, pairou na cabeça dos gestores, responsáveis pela gestão das questões sociais, transforando-as como meio, para o acúmulo de capitais indevidos, entre gestores, políticos e empresários. Transformado as instituições públicas, em vias para a prática do ilícito.

Desta forma, os chamados oportunistas, para a prática da ilegalidade, transformaram-se em destacadas autoridades, com voz ativa a sobrepor, aos adeptos do politicamente correto, defenores e praticantes da boa moral, reservado os parâmetros da ética.

Os praticantes da ilegalidade, por serem, os que mais são lembrados pelas mídias, consequentemente são os mais populares. Essa corrente negativa anula, a voz das pessoas idonias, tornando-as pouco lembradas, com reflexo explícito nas urnas, como cidadãos não populares.

Este é o legado, que parte dos políticos do século vinte, deixou para os políticos do século vinte e um, como cultura a ser cultuada, por eleitores e seguidores não preparados, para distinguirem o legal do ilegal. O lícito do não lícito, desta forma, tornando-se cumplisses inconscientes, do mal que estão a lhes causar. Esta é a atual cultura política, e o seu legado.

De a política não fosse ação banal, como foi transformada. Por certo teriamos por meio dela, em um processo democrático igualitário, as questões sociais resolvidas. De forma a possibilitar à todos, a sobrevida digna, a fazendo que todos sintam, os benefícios do direito à cidadania. Políticas públicas acertivas, é a solução.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

BALA NA AGULHA

Uma coroa de ouro, uma estrela que brilha, na testa de uma deusa, como querendo dizer: Este é o caminho do crime, não me deixe mais assim, carregue o seu bacamarte, descarregue ele em mim.

Ao ouvir esse pedido, fiquei desorientado, coloquei bala na agulha, concentrei o meu olhar. Antes que eu atirasse, eu a vi transformar, em uma linda morena, e começou a falar.

Moço não faça bobagem, procure me entender, abaixe a sua arma, não ponha tudo a perder. Estou sozinha no mundo, não sei mais o que fazer, na verdade o que eu quero, é fazer amor com você.

Naquele mesmo instante, jogamos tudo pro ar, entre abraços e beijos, começamos nos amar. Até a própria natureza, ficou muda sem falar, vendo meu corpo e o dela, juntos no chão a rolar.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho