CHEIRO DE RELVA

Que todos vejam, como é linda a madrugada. A aurora nasce, por detrás da cordilheira. A passarada, revisando faz a festa, de entre o verde da floresta, vem o som, da cachoeira.

A brisa mansa, vai sumindo de mansinho. E o sol vai surgindo, anunciando o novo dia. Das Laranjeiras, vêm o cheiro das flores, atraindo borboletas, abelhas e beija flores.

Cheiro de relva, e a brisa mansa. Quanta saudade, do meu tempo de criança.

Outro cenário, igual a este não existe. A mente humana, se quer pode imaginar. Só é capaz, de falar desta beleza, quem por Deus foi escolhido, pra viver neste lugar.

O Monjolinho, soca, soca, sem parar. Na ribanceira, se ouve gritos ecoar. De um vaqueiro, solitário a gritar, por que é hora, da ordenha começar.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

LEMBRANÇAS DE PEÃO

Lembro e sinto saudade, do tempo em que fui peão, amansava burro bravo, fazia apresentação. Nos rodeios do Brasil, muitas taças levantei. Só em primeiro lugar, foram tantas que nem sei.

Jamais pensei que a saudade, doesse assim como doi, no fundo de minha alma, minando água nos olhos. Quando a saudade bate, fere mais do que navalha. De dia faz a ferida, de noite me rouba o sono, não deixando eu sonhar.

A vida é mesmo assim, momentos passam e vão, são memórias do passado, machucando o coração. Cada um tem sua história, a minha é de um peão, que viveu grandes momentos, no alge da profissão.

Sentado aqui nesta mesa, escrevo o meu passado, para ficar na história, deixo aqui o meu legado. Sem magua e ressentimento, sem fazer-me de arrogado. Sou peão que na história, do rodeio Brasileiro, nela estou com honra e glória.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

Obs. : Esta é minha homenagem ao ex peão de rodeio. O berranteiro Zé Capêta.

CAMINHOS E MORADAS

Quando vim pra este mundo, não podia imaginar, os caminhos pelos quais, eu deveria passar.

Até o presente momento, por vários deles passei, por quantos mais devo passar, eu confesso que não sei.

Morei em várias moradas, conquistei vários amigos, mas não pude evitar, a conquista de inimigos.

Dentre os muitos endereços, que eu tive ao longo da vida, o mais especial sem dúvidas, é a minha Goiânia querida.

Como um dos seus moradores, deixo aqui o meu apreço, por essa cidade que é, no momento o meu endereço.

Percorrendo suas ruas e avenidas, vivo o meu dia a dia, correndo atrás da sorte, enquanto não vem a morte.

Antes que ela chega, faço-te esta homenagem, para que todos saibam, que sou eternamente grato. _

Goiânia, minha Goiânia! Terra amada e abençoada, à muito que fiz de ti, minha eterna morada.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho