ÁLIBIS

Enquanto os pássaros dormem o sono dos anjos, sonhando estarem passando, por dimensões celestiais, onde a paz está sempre a reinar. Seres de outra espécie, ficam acordados tramando trapassas, para apoderarem-se, do que não lhes pertence.

No dia seguinte ao acordarem, os pássaros ficam abismados ao verem, os chamados seus defensores, ocupantes dos cargos hierárquicos da espécie, resultado de uma degenarizada mutação, gladiamdo-se em ataques verbais, um mal dizendo do outro, ocultando os próprios feitos. Os quais, não são em nada diferentes.

Nesse momento os pássaros, motivos das disputas hierarquias, voam, decepcionados indefesos a buscarem, um lugar seguro para pousarem. Alguns deles a perguntarem: Até quando este dilema irá durar? Para que enfim possamos viver, e livremente ocuparmos, cada um o próprio espaço, sem sermos usados como álibis, de uma espécie alheia à nossa, alimentando a sua ganância.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho