ALINE

Aline, ainda menina, vivendo a adolescência, projetava o seu futuro, curtindo o seu presente.

Nos labirintos da vida, seguindo passos a dentro, sonhava ser professora, enquanto aguardava o momento.

Porém, o destino foi duro, com aquela pobre menina, que ao despertar do desejo, foi vítima do descaminho.

No vai e vem da escola, ao conhecer um rapaz, provou as delícias do amor, e as consequências que ele trás.

Naquele fértil momento, de entrega ao amor, seu ventre foi fecundado, ato que sequer sonhou, e muito menos o preparou-se.

Enquanto desenvolvia-se, em seu ventre a nova vida, Aline na a sua inocência, com a boneca, brincava e sorria.

Mas quando chegou o dia, não pode mais esperar, vivendo ainda a infância, inexperiente a luz, ela veio dar.

Mas, ao dar a luz recebeu, da parte dos familiares, desprezo e humilhação, invés de solidariedade.

Não suportando o desprezo, e a dor da humilhação, saiu de casa com o filho, implorando compaixão.

Bateu de porta em porta, trazendo o filho nos braços, chorou como criança, buscando o trabalho e o pão.

Um dia, porém, a vida, quando ela menos esperava, deu lhe o belo presente, que à muito, anciosa esperava.

Ao conhecer um rapaz, honesto e trabalhador, ele, além de dar-lhe dignidade, deu lhe amor e valor.

Juntos, construíram um lar, com muito amor e respeito, externando tudo de bom, que traziam dentro do peito.

Assim… Aline, hoje vive, ao lado do seu amado, dando aos filhos queridos, o apoio, que à ela, pelos pais foi negado.

Aline… Quantas Alines? Existem no mundo assim!? Andando por ruas e becos, sonhando sonhos sem fim.

Buscando um lugar ao sol, para que possam viver, com dignidade e amor, vendo seus filhos crescerem.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

MAIS UMA NOITE DE AMOR

Querida… Eu queria… Neste exato momento, com você estar. Estar no teu pensamento. E em meio ao silêncio da noite, ser o vento atrevido, que murmura ao teu ouvido, dizendo-lhe palavras, que jamais serão ouvidas. E sim… Sentidas.

Eu queria estar deitado ao teu lado, aquecer teu corpo, beijar tua boca, e fazer acontecer. Desde o anoitecer, por toda a madrugada, até o dia amanhecer. Sentir no corpo e na alma, o prazer, que somente o amor, pode nos proporcionar.

Eu queria imensamente, com você estar, na penumbra da noite, com meus olhos a contemplar-te. Enquanto nossos corpos, unidos, na mesma emoção, aquecendo um, o outro, estiver, sentindo prazer ao fazer amor, simplesmente pelo prazer de ver, nosso amor transbordar.

Ali… Em meio à natureza, no intervalo, nossos olhos, felizes, contando estrelas. Enquanto o céu estrelado, conspira a nosso favor, como fiel testemunha, distante na imensidão, estrelado e brilhante, nossos corpos a iluminar, em mais uma noite de amor.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

TODO DIA ELA VAI…

Todo dia ela vai… Vai como a chuva, quando passa de mansinho, fico olhando, sonhando com teus carinhos, vislumbrado com o teu charme, e com o teu jeito de andar. Deslumbrante, como, se na passarela, estivesse.

Todo dia ela vai… Vai determinada, como deusa, elegante, teu caminho a caminhar. E assim, com o teu jeito, imponente de andar, como se na passarela a desfilar. Olhar de águia, e pose de cinderela, a exibir, uma beleza que é só dela. E uma ternura singular.

Não… Não tenho mais como evitar! Os pensamentos inerentes, que lavam-me a delirar. Fazendo-me, com ela sonhar, as delícias do amor a degustar, quão um casal que se ama, e amanda, o êxtase do amor a viverem.

Porém, ela, ignorando meus sentimentos, segue o teu caminho, e sozinha vai… Vai levando um amor mal resolvido. Um sonho de amor, quase… Perdido. Com a certeza de continuar, em frente ao portão a expera-la, novamente em frente… Ela passar.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho