QUEM EU SOU

De onde vim… Senhor? Pra onde vou… Senhor? Se puder dizer… Senhor… Por favor… Me diz quem eu sou.

Sinto-me um barco a deriva, navegando em alto mar, buscando encontrar um porto, para eu poder ancorar.

De onde vim… Senhor? Pra onde vou… Senhor? Se puder dizer… Senhor… Por favor… Me diz quem eu sou.

Estou sentado a margem de um rio, olhando as águas passerem, esperando vir água limpa, para eu, dela beber.

De onde vim… Senhor? Pra onde vou… Senhor? Se puder dizer… Senhor… Por favor… Me diz quem eu sou.

Sei que não estou sozinho, sinto a tua presença, iluminando o meu caminho, para eu, nele passar.

De onde vim… Senhor? Pra onde vou… Senhor? Se puder dizer… Senhor… Por favor… Me diz quem eu sou.

Sei que sou muito errante, nas coisas que estou a fazer, mesmo assim… Não me abandonas, sou carente do teu amor.

De onde vim… Senhor? Pra onde vou… Senhor? Se puder dizer… Senhor… Por favor… Me diz quem eu sou.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho

EIS AÍ… A QUESTÃO

À cada dia que se passa, os conflitos, entre o meu pequeno eu, e o meu grande eu, ficam mais acirrados. Têm eles, personalidades distintas, nada a ver uma com a outra. Eu… Terceira pessoa, fico em situação difícil, consiliando as divergências.

Meu pequeno eu, é um ser sociável, em meio à maioria dos perfis, que com ele estão a conviverem. Gosta de discutir política, de mal dizer dos outros, super valorizar seus erros, não reconhecer seus acertos, discutir coisas banais, enfim: não falar de coisas sérias, com poderes edificantes, a elevar o ego do outro. Mas detonar… Sim!

Já o meu grande eu, não… É um ser sereno, preocupado com a manutenção da paz, procura não jogar conversa fora, reconhecer as boas qualidades dos outros. No seu jeito de ser, gosta de falar do Criador, exaltar o seu nome, não envolver-se com doutrinas. Segundo ele, se a doutrina do Criador, é: “Amai a Deus sobre todas as coisas! E ao próximo como a ti mesmo!” E isso já é difícil demais! Ainda vai se preocupar com as doutrinas humanas? Pra quê? Não! Enfim: ele é um ser Divino, conselheiro e ético.

Entre essas duas personalidades, fica a minha terceira pessoa, consiliando as divergências, encurtando as distâncias, sempre buscando o consenso. Não é fácil! Nas suas ações acertivas, perante ao meu pequeno eu, o meu grande eu, torna-se uma personalidade chata. Assim como perante aos demais, que com o meu pequeno eu, convivem.

Nesse conflito constante, meu pequeno eu, e meu grande eu, vão vivendo os seus dias. Particularmente eu, como uma terceira existência, com a missão de ao consiliar as divergências, trazer o meu pequeno eu, para a mesma dimensão, em que vive o meu grande eu, não posso fraquejar! Se é missão… Tenho que cumpri-la, com altivez e voz ativa, não só entre os meus eus. Mas também perante aos demais, que eles estão a conviverem. Eis aí… A questão. Não é fácil exta missão.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho