TRABALHADOR PRODUTOR

O ser que prepara a terra, é o mesmo ser que tuas mãos, semeia a semente no chão. Cuida, colhe, mói, amassa, modela o pão e assa. Para sasciar a fome, dos seus semelhantes. Nessa cadeia de produção, ele é o verdadeiro produtor, como trabalhador que ele é.

Esse processo de produção, tem o custo operacional, planejado e gerido, para dar o maior lucro possível. Quanto menor for o custo operacional, maior será o lucro líquido, para o cidadão reconhecido, como potencial produtor. Anulando assim o trabalhador, como real merecedor deste título, na prática do processo produtivo.

Aliado ao custo operacional, vem o processo de “mais valia” com o trabalhador trabalhando mais, gerando a menor despensa possível. Assim o custo benefício, torna-se mais lucrativo. Para o trabalhador vai o ônus, além de não ser reconhecido, como verdadeiro produtor. Enaquanto para o gestor, vai o bônus, além do título de produtor ou fabricante.

Assim funciona a cadeia produtiva, quando o processo de “mais valia” funciona no todo da produção. Dentre outras alternativas, teoricas de produção, desenvolvidas por pesquisadores, que na construção das suas teorias, benegiciam os gestores patrões, por meio de novas configurações, descaracterizando os trabalhadores, como explorados escravos. Não em todas as empresas, mas, em grande parte delas.

Nesse processo de produção, tudo é cronometrado, desde o tempo que o trabalhador, usa para fazer as refeições, com o menor tempo possível, caracterizado como descanso. Ao tempo que no trabalho, pelo trabalhador é usado, para colocar uma arruela, enroscar a porca, e encaminhar para o processo seguinte, a ser executado por outro, provocando movimentos repetitivos, no menor tempo possível, provocando assim a “LER”. Lesão por Esforço Repetitivo. Este é um dos ônus colhidos, pelo trabalhador produtor.

Autor: Ademildo Teixeira Sobrinho