DESABAFO DE UM PAI

DESABAFO DE UM PAI

Filha…
Por algumas vezes
Você descrevendo-me
Deixou claro…
Que não sou o pai
Que você gostaria de ter.
Por isso peço-lhe desculpas…!
Pelo pouco que fiz por merecer.

Mas uma coisa lhe digo
Não sei por qual motivo
Fomos designados:
Eu, ter-ti como filha…
E você, ter-me como pai…
Sou feliz por assim ser!
Porém, triste!
Por não corresponder
Às suas expectativas.

Os caminhos que percorremos
Para chegarmos até aqui
Foram percorridos
Com vitórias e derrotas!
Felicidades e tristezas!
Mas acima de tudo… Com amor!

Não com o intuito de exaltar-me
Digo: sou quem eu sou!
Não consigo ser outro!
Este é o desabafo de um pai
Que muito te ama!
Porém, falho… Principalmente
Na questão relações humanas.

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QUESTIONÁVEL EVOLUÇÃO HUMANA
(O infinito é o limite)

O viajar no universo das palavras
Buscando entende-las para possibilitar
Uma melhor persepção da vida.
Leva o pesquisador a adentrar
Em mundos paralelos em que ela
Têm sentidos mais amplo do viver
Como a eternidade de um “ser”
Que animando um corpo aqui e outro ali
Como pedra preciosa sendo lapidada
Vai tomando forma iluminada
Acumulando as dádivas do saber.

Este é o motivo e meio pelo qual
Na terra… Como planeta de testes
Explica-se o por que de existir
Tantos saberes convivendo
Em um mesmo espaço territorial
Dependentes dos mesmos meios de sobrevivência.
Porém, a capacidade intelectual de um
Nunca é igual à do outro.
No tempo certo de forma inesperada
Elas manifestam e destacam-se.

Para os portadores do conhecimento
Relacionado apenas à matéria
Trata-se de um “ser” superdotado
Ou simplesmente de “QI” elevado
Sem explicação do porquê?
Enquanto para os “seres” espiritualizados
Trata-se de um “ser” evoluído
Com experiências acumuladas
Advindas de outras existências.

Isso partindo do princípio, que:
Não existe causa sem efeito!
Assim como: efeito sem causa!
Tudo é questão do progresso
O qual todos os “seres” são submetidos.
No restrito conhecimento humano, diz:
“Seres” animados e inanimados.
Porém, para o progresso universal…
Essa diferença não existe!
Como ela “assim” justifica
O manifestar da sua existência?
O ser humano ainda não conhece o seu reino
Sequer sabe quem ele “é”!
Como se atreve falar dos outros?

As discordâncias no conhecimento
Leva um prejulgar o outro
Sem o devido entendimento.
Ao ponto de penalizar gravimente
O “ser” o qual foi julgado.
Somente séculos e séculos após
Têm o devido reconhecimento.

Isso está a nos dizer
Que de fato o progresso que define
A questionável evolução humana existe.
Mesmo em tempos diferentes
De um “ser” em relação ao outro.
O infinito é o limite!

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CONSTRUTOR DE VERSOS

CONSTRUTOR DE VERSOS

Não sei por que sou…
A única coisa que sei, é que sou.
Sou o “ser”, do criador!
Não do Criador do universo.
E sim, do criador de versos.

Versos que falam da vida
Das cicatrizes e das feridas
Até mesmo das invisíveis
Feitas no fundo da alma
Por amores não correspondidos.

Sou a voz dos oprimidos
Dos humildes e aflitos
Sem rumo sem direção
Andando na contra mão
Do que deveria ser a vida.

Sou a voz dos tímidos
Silenciosamente soando
Para si, ao pé do ouvido.
Sou a voz dos excluídos
Vivendo a margem da estrada.

Sou a voz silenciada
Sem poder fazer nada
Para sequer ser ouvida.
Dizendo “sou”! Sem “ser”
Querendo “ser” sem poder.

Mas… Por mais que eu tente ser
A voz dos poderosos
Detentores do poder
Aproximando-me deles
Eu não consigo ser!

Creio que devido a indiferença
Que eles estão a manifestarem
Quando a questão é social
Para o devido atendimento
Aos menos favorecidos.

Desta forma o verbo “ser”
Quando estou a pronuciá-lo
Expressando quem eu “sou”!
É um caso sério a pensar. Pois:
Quero “ser” quem eu digo: “sou…”!

Dizer “sou”! Sem o compromisso
De “ser” consigo mesmo, é faltar
Com a verdade do que diz!
Por isso sinto-me a vontade ao dizer:
Sou construtor de versos!

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MAIS UM ENTRE MUITOS

Os olhos choram;
O coração doi;
A alma agoniza
Em busca de algo
Mas este algo não vem.

É uma triste realidade!
O querer não é poder!
É apenas almejar!
Assim o querer realizar
Torna-se difícil.

Diante das dificuldades
O sonhador ao sonhar
Vê os sonhos irem!
Irem sem poder voltar!
Como o vento ao passar.

Assim o desejo de fazer
Quando não acontece
É tortura! a torturar
Tirando do sujeito
O direito de “ser”.

Tira até mesmo
O prazer de almejar
Sonhar e realizar.
Transformando o sujeito
Em mais um entre muitos
Sonhando sem realizar.

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VERBO “PRESSAGLAR”

O àcontecer ao ser anunciado
No tempo do vocábulo “pressago”
Como prenúncio do verbo “pressaglar”
Está a anunciar um “pressaglo”
No futuro aínda sem definição
Pelo responsável desta missão.

Ao estudar essas palavras
Buscando entender nas suas semânticas
O que elas estão a nos dizer.
Descobri que o responsável pela missão
Além de ter entendimento
Do que diz suas semânticas.
Tem que ter responsabilidade
Ao revelar caso necessário.

Indo um pouco mais além…
Tive entendimento que todos
Que dizem ter o dom da revelação
São também usuários
Do verbo “pressaglar”.
Se são dignos ou não…
Cabe a você decidir!
Faça a sua avaliação.