Monólogo: Quem Sou Eu? – Epílogo

QUESTÕES DO: SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO

QUEM SOU EU? Mais

Ser ou não ser, eis a questão.

Um grande pensador do passado, perguntou!

Por quê dizer “sou”!… com convicção?

Por que dizer “sou”! Está conectado a razão do “ser”!

Por acaso vocês dizem “sou”! Sem perigo de contradizerem?

 

Percival ao fazer-ti essas perguntas e outras mais…

Desde a sua infância passou incansavelmente a buscar

O alto-conhecimento como principal fonte do saber

Dentre outros objetos a serem alcançados.

 

Assim ele viveu a infância, a adolescência e a idade adulta

Vivenciando, vivendo e revivendo momentos vividos

Como eterno aprendiz mergulhado no passado

Preparando dias melhores para o presente e o futuro.

 

O consultar o passado como fonte de pesquisa

Para o persistente Percival no seu ponto de vista

Proporciona ao sujeito valorosos conhecimentos

Mesmo sendo impossível alcançar o cem por cento.

 

Assim Percival vive! E por certo viverá!

Tendo à si próprio como ponto de partida

Para que ele no meio em que está inserido

Possa melhor com todos se relacionar.

 

Isso, dentre outras possibilidades de convivência

Por ser ele uma parte da humanidade.

Já procurastes saber quem tu és de verdade?

Para que as questões: do ser ou não ser, eis a questão

Estejam fundamentadas no sim!? E na razão!?

 

Episódio 1

 

Na história humana narrada e explicitada

Desde há tempos atrás cosultada

Está presente alguém não conformado

Com o questionamento: quem sou eu? Ao dizer: Ser ou não ser, eis a questão.

 

Alguém que um dia perguntando à se próprio

Quem tu és? De pronto respondeu:

Sou… dizendo o próprio nome.

Em seguida outra pergunta surgiu:

Teu nome diz tudo que tu és? Se não:

Eis a questão… É lícito responder sim ou não?

 

Dizer o próprio nome ou outro identificador

Não diz quem o sujeito é na essência!

Abrangendo todo o seu “ser”

De forma inquestionável que o leve

A acreditar ser auto suficiente.

 

Como aluno que o sujeito “é”

Buscar reencontrar-se no passado

Por meio das lembranças desde a infância

Nos mementos tristes e felizes vívidos

O prepara para o amanhã que virá.

 

Por mais que suas lembranças o permite

Reviver as sensações dos momentos vividos

Quando eles aconteceram no passado.

No momento vivendo outra realidade

Eles funcionam como combustíveis para o seu avançar.

 

Em uma condição de vida especifica

Atualizada em um cenário contemporâneo

De lutas, vitórias e derrotas intercalando-se

Em meio aos vendavais da vida cotidiana

Que todos os “seres” humanos estão expostos.

 

Percival por ser um destes “seres”

Vive as diversidades da vida

Na rotina do seu dia a dia

Enfrentando-as frente a frente.

Devido ao fato de não existir outro meio.

 

Para este estudioso pesquisador do próprio “ser”

A vida na sua dinâmica está a cobrar do sujeito

Entendimento das demandas contemporâneas

Para que a resolução incrementada seja

De fato a resolução ideal para o problema.

 

Dizer “sou”! Em todos os momentos da vida

Com discernimento semântico do vocábulo

Faz parte da essencialidade que edifica o “ser”

Na individualidade da existência humana

Diante dos vários “seres” com os quais ele convive.

 

Dizer “sou” com convicção do que diz

É estabelecer limites entre o seu “ser” e os demais

É dizer: está é a identidade da minha existência!

Procuro ter domínio do que digo “ser”

Proporcionando-me felicidade e prazer.

 

Este é o motivo que justifica-me o retorno a infância

Por ser correto crer que lá estão arquivados

Qualificativos que identificam o meu “ser”!

Seguindo a ordem do passo a passo da vida

Em momentos felizes e tristes vividos.

 

Eis a questão!? Como pode ser?

O sujeito não saber responder o, quem sou eu?

E perder-se nos labirintos da sua existência!

Hora caindo, hora levantando, hora indo e voltando

Como quem mesmo desequilibrado insiste em “ser”.

 

Diante das confusões nos casos coletivos

Se perguntares quem vocês são? Por certo dirão:

Um, eu “sou” José! outro, eu “sou” João!

Com certeza um pós o outro

Com o domínio aparente da razão.

 

Não dizendo, tu podes, e será entendido

Como um covarde omisso da verdade!

Não que tu sejas de fato; a questão é que…

Este é o senso comum entre os “seres”

Que sobrevivem às intempéries da vida humana terra.

 

Assim este é um dos motivos de retorno ao passado

Todas as vezes que o sujeito dispor-se a responder

Quem ele “é” , mesmo sabendo que jamais irá conseguir

Este é um dos exercícios a ser exercitado e explorado

Em todos os momentos da vida em qualquer lugar.

 

Somente assim ele tem a certeza de aproximar-se

Dos motivos os quais justificam a sua passagem

Na superfície do exuberante planeta terra a mostrar

O “ser” que na essência ele “é” e jamais deixará de ser.

Por esta ser a unidade da sua excelência em atividade.

 

Isso, em relação a mim, a você ou a ele!

Não existe privilegiado na questão “ser”!

Apenas o sujeito é diferente dos demais

O qual quando está a dizer quem ele “é”!

Jamais dirá a sua verdade em seguida dizer “sou”!

 

Não que ele esteja agindo de forma premeditada

É que esta afirmativa é complexa

E muito difícil de ser sustentada

Diante da diversidade das ações humanas

Em que o sujeito é o tempo todo testado.

 

Mesmo persistindo na pergunta, quem somos?

A resposta precisa não virá a contento, devido:

A amplitude do “ser” de quem esta a dizer, “sou”!

Amplitude essa que somente o criador

É capaz de falar do seu todo.

 

A verdade é que o huniverso do saber humano

É o lugar de mais difícil acesso

Em que falar das suas especificidades

Com a valorosa verdade que norteia a excelência

De um “ser” em relação ao outro.é falha.

 

Sempre que alguém visita o passado

Com o objetivo de descobrir quem ele é

Um momento ou outro será esquecido ou iguinorado.

Impedindo a total eficácia da pesquisa.

No ato de propagar o seu resultado.

 

Por mais que deseja estar compromissado

Com a resposta com base, no di nãozer que diz:

O querer não é saber! Por isso entendermos

Que nem tudo é possível ou impossível!

Porém desistir sem tentar jamais.

 

Diante de tais consequências devemos

Continuarmos firmes com os nossos objetivos.

A possibilidade de conseguirmos ao menos em parte

É um bom insentivo para persistimos.

Assim, com certeza, amanhã estaremos melhores.

 

Virá o dia que o sujeito por certo dirá, com convicção

O retorno ao passado não respondeu-me, quem sou!

Mas serviu-me com grandes ensinamentos

Preparando-me para o presente

E para os futuros enfrentamentos futuros.

 

Por mais que algo ele não revelou-me

A inquietude da dúvida que me fez revirar

Todo o meu passado revirado

Por certo continuará inquietando-me

E impulsionando-me rumo ao aprendizado.

 

Episódio. 2

 

O pesquisador do “eu” ao retornar ao passado

Mesmo o vendo enrolado nos panos sendo levado

Pela tua mãe ou pela tua irmã a passearem

Por todo interior da casa por meio das lembranças

Não encontrou respostas para o, quem sou eu?

 

Percorrendo os caminhos do autoconhecimento

Passando por labirintos muitas vezes estreitos

Com obstáculos de pedras, buracos e espinhos.

Caindo, levantando, sorrindo ou chorando.

Nada disso o faz desistir do objetivo: quem sou?

 

O verbo”ser” devido ao fato de causar nele

O desejo de conhecer à “si” para dizer “sou”

Em outra lembrança o levou ao momento

Em que do seu umbigo saía uma serpentina

Transparente, multicor, resplandecente.

 

A qual anos depois quando ele ja adulto

Ao deparar-se com o código genético do DNA, concluiu:

Esta imagem ou este objeto eu conhcco

Nas distantes visões da minha infância

Porém: definitivamente, o que é isso eu não sei!

 

Aquele “ser” ao retornar-se ao passado

Separou-se também com um momento dramático

Quando ele nos braços de seu pai presenciou

O desentendimento dele com outro sujeito

Sendo teu pai alvejado com dois tiros.

 

Em seguida pai… cair com a Percival nos braços

A mãe desesperada pegou Percival e saiu

Implorando aos amigos… cuidem do meu marido!

Por favor… não o deixe morrer!

Enquanto eu cuido do meu filho.

 

Em outros momentos distantes no tempo

A criança prodígio neles se viu

A espera de dois braços misteriosos

O pegar e leva-lo a passear

Por cima, por baixo e em volta da casa.

 

Em seguida ao passeio sobre a casa

Passeavam no infinito do espaço sideral

Curtindo sensações indescritíveis

De uma liberdade infinita sem igual

Sob a tutela do protetor amigo.

 

Assim… o pesquisador do “eu”

Reviveu por meio das lembranças

Momentos por ele vividos na infância

Em que o desvendar o enigma do, quem sou eu?

O revelou a importância de tudo por ele vivido.

 

Episódio  3

 

O tempo passou, a criança cresceu,

Outros vários momentos ela viveu!

Os quais como aprendizados

No momento em que aconteceram

Assim, não foram entendidos.

 

Aos nove anos de idade quando ele

Despertava-se para o mundo e a vida

O tempo fechou-se à sua frente

Por meio de uma discussão repentina

Entre ele e um sujeito o triplo da sua idade.

 

Tudo isso por um motivo banal

De imposição de abuso de poder.

Seu opositor de dezoito anos mais velho

Intimidando-o disse repetidas vezes:

Muleque… cresce primeiro para ser!

 

Nesse enfrentamento de idade

Com palavras ofensivas o adulto o disse:

O prazo que lhe dou para morrer assassinado

E de no máximo aos dezessete anos de idade!

Bom será se não for eu o teu assassino.

 

Por um instante a criança emudeceu

Em silêncio com os olhos marejados, perguntou:

Quem será o mais errado… eu? Ou ele?

Eu aos nove, ele aos vinte e sete anos de idade?

Essa pergunta ainda não foi respondida!

 

Dominado por uma tristeza imensa

Sentiu no fundo do coração e da alma

Uma dor de intensidade tamanha

Como se de uma flecha a trespassa-lo

Sem ter ele sequer à quem recorrer.

 

Em seguida saiu andando sem rumo

Desorientado sem saber aonde chegar.

Enquanto o seu adversário saiu feliz

Gesticulando como se estivesse certo!

Pois o seu querer é o único correto.

 

Assim aos nove anos de idade

Percival viveu essa experiência

De extrema falta de coerência e ética

No comportamento de um adulto

Que não soube comportar-se como tal.

 

Porém ele ao lembrar as orientações maternas

Daquela que jamais o abandonou

Sabia que deveria suportar

Todas as provações da vida

Para o objetivo alcançar.

 

Episódio  4

 

Ainda aos nove anos de idade

A promissora criança prodígia

Por uma doença repentina

Quase teve a sua vida interrompida.

Pelo poder da impiedosa morte.

 

Em seguida deitar-se em sua cama

Aparentemente com a saúde perfeita

Quando ela menos esperava

Vejam o que a aconteceu

Enquanto a noite passava.

 

Certa hora da noite ela acordou

No colo da mãe sob seus cuidados

A sua lucidez oscilava intercalando

Entre a vida e a morte indesejada

Como se o teu fim houvesse chegado.

 

Quando distante na imensidão surgia

Um pequeno ponto no espaço

Na medida em que ele se aproximava

O pequeno ponto se avolumava

Em forma de uma imensa roda.

 

A qual rodando em sua direção

Transformava-se em sua inimiga.

Ele passou a vê-la como roda da morte.

Pois ela ao aproximar-se nele subia

Causando-lhe falta de ar e perda do sentido.

 

De repente a coisa ficou mais séria

A imensa roda ao subir-se nele

Já em cima de teu corpo ele sentia

As sensações da preste, morte

Enquanto sua alma no espaço flutuava.

 

Para ele aquele momento era crucial

Embora sem temer ele sabia

Que verdadeiramente a morte o rondava

E que a sua vida terrena chegava ao fim.

Quase que nada mais podia ser feito.

 

De repente surgiu um clarão na vertical

Contendo uns três metros de diadiâme

Cujas paredes formadas pelo escuro

Formando um túnel que o sugou

Sem dar-lhe poder de reação.

 

Ele, subiu em uma velocidade tamanha

Que quando teve persepção do ocorrido

Já estava acima das nuvens a flutuar

Pairando por sobre a boca do túnel

Sem segurar ou pisar em nada.

 

Ao ter noção do que estave acontecendo

Temeu que de lá caísse em algum lugar.

Concentrou-se e flutuando moveu

Em direção ao que seria o chão

Como se pisando em terra firme.

 

A brisa fria caía por todos os lados

Olhando o seu arredor ninguém ele viu

Porém, viu um caminho em linha reta

Que poderia levá-lo a algum lugar

Pensou um pouco… E foi.

 

Seguindo aquele caminho entre a neve

Curtindo a paisagem ao seu arredor

Mesmo sozinho não teve medo.

Tudo parecia um sonho, porém:

De sua morte ele tinha conhecimento.

 

Durante a caminhada solitário

Sem ter com quem conversar

Ele recordava os momentos vividos

Nos lugares onde andou e morou

Em meio aos familiares e amigos.

 

Com o olhar atento, ele olhava

Tudo ao seu arredor contemplando.

Quando olhou para o chão a frente

Deparou-se com uma linha divisória

A uns dois metros adiante.

 

Percebeu que quando aproximava-se dela

Suas lembranças aos poucos sumia.

Mas quando da linha se afastava

As lembranças em seguida retornavam

No rítmo de um balanço a balançar.

 

Refletindo ele teve a percepção

Que caso ultrapassasse a linha

Esqueceria de vez a vida na terra

E para ela nunca mais retornaria.

Portanto, passaria a viver nova vida.

 

Num instante ele chegou a conclusão

Que uma força estranha o arrastava

Para o outro lado da linha fazendo

Que a sua vontade nada mais fosse

Que um mero desejo vencido.

 

Com os pés firmes no chão resistia

Mesmo com a sua força incompatível

À força de um “ser” invisível e poderoso

O qual não lhe causava medo. Porém:

Não lhe causava também simpatia.

 

De repente ele foi vencido

Para o outro lado da linha passou

Suas lembranças começaram a se apagar

Ao ponto de lembrar de apenas uma.

E nela concentrou, as suas forças.

 

Vindas do outro lado de um monte

Ele começou a ouvir vozes humanas

E chegou a conclusão que as vozes eram

De pessoas que viveram na terra

Morreram… E lá estavam.

 

Temendo o que também poderia o acontecer

Concluiu que não podia contactar aquelas pessoas

Caso isso o acontecesse, ele por certo

Para a terra jamais retornaria.

 

Ao chegar à essa conclusão, concluiu:

Não posso contactar-me com eles;

E nem esquecer a única lembranca que me resta.

Somente assim para a terra retornarei!

 

Ao perguntar-si o que fazer

Para esta situação reverter

Concluiu que a força física

Não era o suficiente. E assim:

Passou a usar o poder da mente.

 

Ao mentalizar-se a volta

Sentiu o teu corpo flutuar

Rumo ao outro lado da linha

E as lembranças retornarem

Enquanto as vozes sumiam.

 

Em seguida voltar para o outro lado

E ter as lembranças retornadas

Mergulhou-se em um sono profundo

Sem sonhos, tudo realidade.

A noite passou, e o dia amanheceu.

 

Quando acordou no outro dia

Já estava tudo preparado

Sua mãe o levou ao médico

Para que ele fosse consultado

Objetivando, a sua saúde recuperar.

 

Em seguida tomar os remédios

Os quais o médico o receitou

Reestabeleceu-se a sua saúde

E aquele delicado momento passou.

Hoje… Revigorado ele está.

 

Episódio 5

 

Neste caso e em outros em quedque

Ter nocno do ser, ou não ser.

Diante das adversidades da vida

Para a entae criança prodigpr

Tornou-se um grande desafio.

 

Eis ai a questão a ser respondida.

A criança passou a se perguntar

Se individualmente temos o destino traçado

A experiencex vivida esta a melhorar algo!?

Se esta… tenho que descobrir o quê?

 

Assim no somatório dias vividos

O sujeito acumula momentos idos

Para que em profunda reflexão

Ele possa buscar a razao, talvez

Para obter o sentido da vida.

 

Sem menosprezar a ninguém

Eis ai a pergunta a se fazer:

Por acaso tu sabes quem tu és?

O que estás na terra a fazer?

E tens certeza que o faz?

 

Se souberes por favor nos diga!

Para que possamos também, quem sabe?

Descobrir o que estamos aqui a fazer

Para que possamos à outros responder

Com mais conhecimentos… quem somos.

 

Invés de por meio das palavras

Respondermos à outrdo quem somos

Devemos usar nossas ações

Como respostas não verbais, pois:

Elas expressão a mais pura verdade.

 

Desta forma as ações dos sujeitos

Estarão sempre a nos revelar

Quem verdadeiramente o sujeito “é”!

Como incontestáveis testemunhos

Sobrepondo ao poder das palavras.

 

Pensando assim pesa-me muito

Conjugar o verbo “ser”, e “ser”!

Na primeira pessoa do singular.

O ato de dizer “sou”! Apenas por dizer

É um desrespeito à sua semântica.

 

Por força deste entendimento a criança prodígio

Está imensamente a nos ensinar

O quanto é importante conhecer à si próprio

Para diante dos outros melhor se posicionar.

Eis aí a importância do dizer: “sou”! Sendo.

 

Episódio 6

 

Os dezoito anos de idade ao chegarem

Deixando os dezessete anos para traz

Percival ao constatar que estava vivo e saudável

Vivendo distante do seu inimigo, fosse:

Matar-me aos dezessete anos não é mais possível!

 

Desde ha muito ele está a perguntar

Tanto à si próprio quanto aos demais

Quem sou eu? Buscando conhecer-si.

Uma vez que a vida proporcionou-lhe

A oportunidade de viver além das ameaças.

 

Além de perguntar buscando entendimento

Nas leituras que ele fez e faz

Está sempre a pesquisar o passado

Como eterno aluno a aprender

Tudo que a vida está a lhe ensinar.

 

Ao buscar entendimento no passado

Nos momentos os quais moldaram

A criança prodígio que ele foi.

Também passou a moldar o adulto

Nos novos rumos da sua condição de vida.

 

Ao recordar os momentos vividos

Passou à reviver os sentimentos

Os quais no passado o emocionou

Como se tudo fosse presente dominando

Todo o seu “eu” e “ser” adulto.

 

Revivendo o passado no presente

Aquele jovem rapaz pretendia

Preparar o futuro com base nas experiências

Visando assim a possibilidade de errar menos.

 

Para aquele rapaz visionário convicto

Ter o passado como referência a espelhar

Possibilita-o, o poder sonhar e realizar

Com mais possibilidades de acerto

Diante das demandas da vida contemporânea.

 

Mesmo ele acreditando nessa possibilidade

Sabia e sabe que o destino individual

Pode estar previentep traçado.

Para que as coisas venham acontecer, basta.

Que o sujeito tenha percepção e sensibilidade.

 

Por mais que o sujeito tenta dar o rumo

No futuro que ele pensa ser o ideal

Individualmente ele traz na essência

A tendência do que ele “é” e “será”!

Por meio da vocação a ser desenvolvida.

 

Diante do querer pretensioso do “ser”

O qual verdadeiramente o sujeito não “é”!

A pergunta que naturalmente é feita

Mesmo o sujeito não a levando à sério é:

Como pode ser tão pretencioso assim?

 

O querer desvendar os mistérios da vida

Ou contra-por ao rumo que a vida o leva

Mudando o rumo do que ele “é” e “será”

E tão difícil quanto ir contra o tempo!

Com possibilidades de aproximar-se do zero.

 

O que o sujeito “é” na essência

Manifesta-se vivendo o dia a dia

Muitas vezes de forma despretensiosa.

porém, com a qualidade inata do “ser”

Com o poder de convencer quem dele duvida.

 

Se queres saber quem tu és, e consequentemente sera

Dê oportunidade à sensibilidade manifesta

Naquilo que você entende não ter conhecimentos

Porém, o faz de forma explendorosa

Sem saber como e por que o fez.

 

Assim como o cantar afinado

Dentro do tempo musical o qual

O sujeito jamais estudou a tecnica.

Dentre outras sensibilidades as quais

Nele manifestam em forma de talento.

 

Tudo isso é parte dos segredos da vida

Onde cada um pode “ser” e “será”

Se o sujeito der oportunidade ao que ele “e’!

Aperfeiçoando-se por meio do estudar

Sempre visando obter conhecimentos a mais.

 

Episódio. 7

 

O sujeito diante das encruzilhadas da vida

Ao ter que decidir entre um caminho e o outro

Convicto qual deles é o caminho ideal

Nem sempre tem o discernimento necessanec

Para optar-se pelo caminho certo.

 

Assim a opção entre o certo e o errado.

Ou ate mesmo entre o bem e o mal.

Pode não ser a opção certa provocando

Grandes consequencico para o sujeito optante

Com a sensação de estar em um beco sem saída.

 

Mesmo que com o passar do tempo

O descaminho venha ser corrigido

Diante da longevidade da vida

Indo além de uma existência ou mais

O tempo perdido é irrecuperável.

 

O usufruir da liberdade que tem

Cobra do sujeito responsabilidades

Nas missões que lhes são incumbidas.

Ai está o segredo do ser, ou não ser.

A cobtar-lhe o que é a questão!?

 

Por meio das decisões o sujeito evolui

Tanto nos acertos quanto nos erros

A diferença entre uma situação e a outra

E que uma provpca prazer.

E a outra provoca desgosto.

 

Até alcançar o status de “ser” perfeito

Muitas vezes o sujeito tem que provar

O amargo do fel, e do doce do mel.

Aperfeiçoando-se nos momentos vividos

Até alcançar a perfeição ideal.

 

O sujeito viver sem conhecer-se a si

Esta sempre a andar na corda bamba.

Pois, jamais irá ter domindo dos impulsos

Que o leva a cometer barbáries.

 

Eis aí a questão do ser, ou não ser.

Entre humanos de essencialidades diversas

Em que nenhuma é igual a outra

Ou sequer podem ser comparadas.

Mantendo o segredo da individualidade.

 

Assim no decorrer da dinâmica da vida

Para que o sujeito esteja de bem com os outros

Primeiro tem que estar de bem com ele mesmo.

Esta é uma das leis de abrangência universal

Que proporciona à todos direitos iguais.

 

Neste mundo de múltiplas oportunidades

Uma vez que cada um e apenas um

Na composição do universo humano

Cada sujeito é responsável pelo seu “eu”

No enfrentamento das demandas da vida.

 

Porém para o enfrentamento das demandas

Nos seus múltiplos campos de ação

E indispensável o consiliar divergências

Para evitar tribulações extremas

Que possam provocar mudanças na ética.

 

Mesmo seguindo caminhos divergentes

É importante preservar a harmonia e a paz!

Mesmo cada um fazendo a seu modo

Em situações semelhantes ou iguais

Cada um tem a habilidade própria.

 

Mesmo um seguindo pela direita;

O outro seguindo pela esquerda;

E um terceiro seguindo a via do centro;

Inconscientemente todos buscam

A tão desejada perfeição do “ser”.

 

Episódio  8

 

Quantos caminhos opcionais existem?

Quantos “seres” fazendo a mesma caminhada?

Humanamente e impossível precisar!

Porém, o que importa é que todos estão

Buscando um jeito para no futuro,”ser”.

 

Se o procedimento etico e quase impossível

Devido às influências negativas que existem

Cabe ao militante da vida ao viver

Ter discernimento e senso crítico

Para ter melhor entendimento.

 

Discernimento, senso crítico e entendimento

São essenciais para evitar tribulações.

Uma vez que cada um tem o seu lugar

O qual outro “ser” jamais irá ocupar, pois:

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

 

Embora convivendo em um meio social

O ser humano vive a sua individualidade

Seguindo as suas próprias convicções

Construindo a sua história tendo

Tendo seu acertos e outros exemplos a deres seguidos.

 

O poder desfrutar dos benefícios destinados

À cada um segundo o seu merecimento

É o grande troféu que a vida dá

De forma justa, uma vez que:

Somente os devidos merecedores os recebem.

 

Portanto, o certo é cada um ter consciência

Que os chamados “seres” perfeitos

Não chagaram lá por acaso

Nem conquistaram este status ao mesmo tempo.

E sim, cada um, no seu, próprio.

 

Assim seguindo a caminhada da vida

A qual e destinada a individualidade do “ser”

Ao longo de toda a sua existência

Cada um tem o que faz por merecer

Diante da missão que lhe foi incumbida.

 

Caso ele seja escritor, por certo

Segue narrando por meio da literatura

Os momentos por ele vividos;

E as histórias por ele ouvidas

Na construção da vida humana.

 

Dentre as vavári modalidades literarias

Uma das mais usadas é a literatura poética

Na diversidade das suas expressões e categorias.

Seja narrando a individualidade do “ser”

Ou da comunidade em que ele está inserido.

 

O escritor vivendo no isolamento

Da construção de uma obra literária

Retrata o que todo artista “é”!

Um “ser” incompreendido e solitário

Devido a dimensão da ilusão de um sonho.

 

O autor antes de concluir a sua obra

Vive em dimensões imaginárias

Nas quais somente ele é capaz

De vê-las  e tê-las como existência real

Em um mundo muitas vezes de difícil acesso.

 

Por não ter ninguém ao seu lado

Compartilhando dos sonhos e ideais

O autor interpreta suas personagens

Durante o processo de suas construções

Como se fossem seres reais e tocáveis.

 

Assim, vivendo a vida das suas personagens

O autor tem a oportunidade de viver múltiplas vidas

Com suas essencialidades individuais

Muitas vezes com base na vida real

De um “ser” ou do meio em que ele vivi.

 

Desta forma Percival vive suas personagens

Sentindo as adversidades que a vida

Esta a oportunizar à cada uma

Como se fosse a sua própria.

Em um mundo a conquistar novos degraus.

 

Vive até mesmo sem saber o porquê

Que no ato de uma leitura ele está

Sempre a construir uma história paralela

Com base e fundamentada na realidade

Esta, é a vida empírica de Percival!

 

Episódio  9

 

Durante a sua infância e adolescência

Percival ouviu varios falarem como provetas

Profetizando quem ele seria no futuro.

Dentre as profecias por ele ouvidas

Nenhuma coincidiu com a outra.

 

Um falou que ele seria carpinteiro

Assim como seu pai foi com excelência;

Outro que ele seria mecânico;

Outro que ele seria padre;

Um exemplar mensageiro da paz.

 

Quando sua personalidade começou manifestar-se

Definindo seu perfil e senso crítico

Diante das situações do dia a dia

Seja individual ou coletiva

As previsões mudaram o rumo.

 

Profetizaram que ele seria promotor!

Um autêntico defensor da justiça.

Mas ninguém foi capaz de profetizar

Que no futuro ele seria poeta

A falar da vida nas suas várias opções.

 

Assim, narrando o que ele acha do viver

Com base nas experiências por ele vividas.

E como observador que ele “é”!

Narrando as experiências dos outros

Quando ele as julga relevantes.

 

São elas experiências vividas e vivenciadas

Pelos chamados atores da vida real

Acumuladas ao longo dos tempos

Nos caminhos por onde eles andam

E nas terras em que eles pisam.

 

Muito menos que ele seria no futuro

Pesquisador da história Oral humana

Na contemporaneidade do que a vida

Esta a lhe oferecer como conteúdo

No aprendizado que ele está a buscar.

 

Isso para que ele possa um dia quem sabe

Dizer em bom tom e de cabeça herguida

Quem ele “é” e o que está a fazer

Contribuindo com a evolução humana

Nas suas várias opções de vida.

 

Sonhando com o reconhecimento literário

O qual a muito ele busca conquistar

Percival vive a dinâmica da vida

Como observador e pesquisador

Narrando o que a vida a oportunizar.

 

Assim vivendo a espectava de contribuir

Com o desenvolvimento da vida humana

Percival não perde a esperança

De ter maior número de acertos

Diante das demandas da vida.

 

Sem o discernimento da melhor opção

Do caminho a ser seguido e perseverando

Ao colocar-se diante das encruzilhadas

Erros poderão ser cometidos, porém:

Neles jamais devemos continuar.

 

Vivendo a diversidade da vida, ele diz:

Sei que ainda não sou

Quem eu gostaria de ser

Mas sei também que jamais serei

Quem tu dizes que sou!

 

O ato de viver é um caminhar

Que não revela para onde vai;

E nem aonde irá chegar. Portanto:

Pretender ter o domínio da vida

Pode não ser a atitude ideal.

 

Buscar o discernimento indispensável

Do que a vida está a oferecer

Na dinâmica da sua rotina

Pode proporcionar ao sujeito

Da vida obter melhor proveito.

 

Dentre as demandas da vida

Uma das mais intrigantes e divergentes

É em relacre ao tempo. pois:

O que está nele ocultado

Somente no tempo certo será revelado.

 

Portanto, se perguntares ao tempo

O que é que se faz com o tempo

E o tempo lhe responder

Que tudo com tempo tem tempo

Não se iludas, nem se dê por vencido.

 

Normalmente o tempo dado ao tempo

Com o passar do mesmo vai…

E não pode ser recuperado.

O que está a ser feito, será…

Somente no tempo que virá.

 

O certo é viver a vida

Sempre no tempo presente.

Desta forma o que nele plantares

No futuro farás a colheita

Segundo o que é merecido.

 

Se a vida é uma filosofia

O certo é viver filosofando

Para que um dia possa descobrir

Que por meio da filosofia praticada

Os objetivos foram alcançados.

 

Percival crê que encontrar com ele mesmo

Pode desvendar o seu, quem sou eu?

E aí poderá dizer a si mesmo, “sou”

Com mais certeza do que diz “ser”

Como aluno da vida que ele “é”!

 

O ato de pretender conhecer a si próprio

Pode ser ato de grande grandeza

Uma vez que lhe possibilitará

O exercício da prática da vida

Com mais precisão no que faz.

 

Assim ele em cada afirmativa afirmada

No campo profissional, seja aonde for

Independente do grau da importância

Não poderá contradizer à si próprio

Para evitar a perda da credibilidade.

 

Esteja ele em meio ao coletivo

Como parte do todo que ele “é”

Vivendo e cumprindo a sua missão.

Ou no refúgio da solidão criativa

No desenvolvimento da arte literária.

 

O fato de Percival preocupar-se com quem ele “é”

Objetivando o aprimoramento do seu jeito de ser

Na rotina dos dias a serem vividos

Já é um qualificativo de valor imenso

Independente de involuntariamente ele errar.

 

A constância na vida de Percival

Manifesta desde a sua infância

É hoje ser melhor que ontem.

E amanhã ser melhor que hoje.

Assim o seu crescimento acontece.

 

Episódio  10

 

Ao mesmo tempo em que os efeitos do aprendizado

Em momentos são dolorosos e insuportáveis

Também provoca sensacões prazerosas

Em que a felicidade, a paz e a hamonhar

Manifestam de espontanes e irradiante.

 

Desta forma o jovem que está a viver

A inquietude da sua existência

Está a buscar na própria vida

Os significados que o induz a viver

Como colaborador coadjuvante dela.

 

Tudo isso é para que este jovem

Possa obter os conhecimentos necessários

Para que ele em fim possa perguntar, quem sou?

E responder à si mesmo com convicção.

Sou um dos propagadores do otimismo da nação

Em meio à uma constelação otimista

Em defesa do grande “eu” coletivo

Na contemporaneidade dos momentos que estamos vivendo.

 

A então criança prodígia jovem rapaz

Nesse novo momento da sua vida

Não é diferente dos demais jovens

Sonhadores a buscarem oportunidades

Para que de fato as suas exigências

Não seja de apenas mais alguns a viver.

Sonhando e brincando com as palavras

O jovem rapaz passou a narrar

Os momentos por ele vívidos

E as espectativas de vida futura

As quais o impulsiona a buscar

A realização dos seus sonhos.

 

Sempre que oportunidades ele teve e tem de falar

Em público e ao público entre os seus

Fez e faz questão de falar destacando

As necessidade que os jovens têm

De criar projetos de vida futura

A funcionarem como estimulantes para a própria vida.

 

Episódio  11

 

Valorosos amigos presentes

Prestem atenção na história

Que vou lhes contar agora.

Oucam com atenção e reflitam

Para que caso vocês vivam

Situações semelhantes à esta

Possivelmente estejam preparados

Para soluciona-la com precisão.

 

Um dia… despreocupado com a vida

Pensando ter muito dinheiro

E que tudo o dinheiro podia comprar

A vida preparou-lhe uma cilada.

Vejam o que ocorreu à Percival:

O dinheiro que ele tinha se foi

Consequentemente ele passou a viver

Das lembranças dos momentos proporcionados

Pelo dinheiro que um dia possuiu.

 

Carros fretados a disposição;

Bajulado por amigos e admiradores;

Churrasco e shops a vontade;

Viagens de avião a negócios;

Sem medir consequências nem esforços;

Simplesmente ele pensava, eu posso!

“Sou” o que “sou” por ter muito dinheiro!

O que gasto, jamais irá me faltar!

Amigos… vejam aí a questão do falar, “sou”!

Por meio de um negócio mal feito

Tudo o dinheiro que ele tinha perdeu.

 

Depois que o prejuízo o aconteceu

Vivendo na sua nova condição de vida

Teve dificuldades para nela se adaptar.

 

Quase que cem por cento dos amigos

O abandonaram ignorando a sua presença.

Aquele mesmo pagante de antes

Mal bancava as próprias despesas.

 

Depois de um tempo passado

Por ele já estar casado

Com esposa e filhas a cuidar

Dependentes dele como provedor

Da necessária manutenção da casa

Passou a viver momentos difíceis

Trabalhando em trabalhos os quais

Não atendia às suas essencialidades.

Porém, em cada melhora de vida alcançada

Sentia imenso prazer de vitória.

Intercalado aos momentos trustes.

 

Dentre os momentos tristes vividos

Os quais ele jamais esquecerá

Vivendo esta situação difídil.

O que mais na vida o marcou

Foi quando em um supermercado

Com o dinheiro já acabado

Sua primogênita o pediu

Que desse à ela um pirulito.

 

No momento ele com o coração em pedaços

Sentindo na alma imensa dor

A olhou com os olhos marejados

Com dificuldades no falar, disse:

Filha… outra hora eu compro o pirulito.

No momento o dinheiro acabou!

 

Ela com os olhos em lágrimas, disse:

O papai ficou tão diferente!

Antes quando eu pedia algo

Ele comprava e me dava!

Agora não compra mais!

Percival olhando-a, pensou:

Ôooo filha! Se você soubesse

O que o papai está vivendo

Não o falarias assim tão objetiva

Porém, não tens idade para entender.

 

Episódio  12

 

Aquele jovem pai, tempo depois refletindo

Na tensidade dos momentos vividos

Por ser algo que ele jamais imaginou

Sentindo imensa dor por dentro

Teve o seguinte entendimento:

A diferença entre o “ter” e o “ser”

Proporciona sentimentos distintos

Na existência de um e do outro!

Ai vêm a seguinte pergunta:

É mais importante “ter” ou “ser”?

Percival ao fazer essas perguntas

Chegou a seguinte conclusão:

O que “sou” sempre serei!

Ninguém irá me tirar!

Enquanto o que tenho posso perder!

 

No momento as perguntas do pensador

Passaram a lhe fazer sentido ao perguntar:

Ser ou não ser, eis a questão.

A eterna existência da essência do sujeito

É uma construção constante do saber

Na edificação da própria história!

Ser profissional conhecido e respeitado

Demanda do sujeito não acomodar-se.

A pretenção de ser melhor à cada dia

É o seu principal qualificativo!

Dela, não se pode abrir mão.

 

A reflexão feita por aquele jovem pai induziu-o a sair em busca do conhecimento

Tendo como ponto de partida motivacional

O conhecimento empírico acumulado

Não apenas preocupado com o presente

E sim também com o futuro por estar nele

A oportunidade de dizer venci!

Mesmo diante das adversidades que a vida

Para que o amanhã ao tornar-se hoje

Seja menos doloroso e traumático

Nas situações a serem vividas e vivenciadas.

 

O poeta nas suas afirmativas falou:

“Caminhando e cantando e seguindo a lição”

Como se falasse, ou assim pode ser entendido.

Caminhando, aprendendo e escrevendo

Textos poéticos sobre as experiências da vida

Com histórias reais da vida a contar

Em todos os momentos e a em qualquer lugar.

Falar da vida o faz acreditar plenamente

Que buscar conhecimento é um dos meios

Que o sujeito tem para projetar seu amanhã

Com possibilidades de o objetivo alcançar.

 

De tanto perguntar à si, quem sou eu?

OutasO variáveis perguntas surgiram

E foram estruturadas na forma poética

EdcrevendE assim o seu primeiro livro

O qual quando menos ele esperava

Já estava escrito e aguardava

A oportunidade para publicá-lo.

 

Um dia ao conversar com um amigo

O ouviu falar da Lei de Incentivo a Cultura

E como proceder-se para viabilizar

A possível publicação da sua primeira obra.

A qual o colocaria talvez, por certo

Entre os escritores conhecidos do país.

 

No momento em que ele vislumbrava

A possível publicação do seu primeiro livro

De cujo título: quem sou eu? Referindo- se

À amplitude da sua existência no contexto

Do universo que compõem o seu “eu”

Em todos os momentos da eternidade da vida

Construindo e escrevendo a sua história

Nos anais narrativos da vida humana

Onde cada um é responsável pelo proprpr “eu”.

 

Episódio  13

 

Além questionr-si referente

À sua missão na terra

Percival questionando, pergunta:

Estou cumprindo a minha missão?

“Sou” de fato quem eu digo ser?

Minhas decisões são acertivas?

Ou tomo decisões como a maioria?

Visando apenas o vem a mim?

No

Estas perguntas e outras mais

À muito fazem parte do dicionário

Que permeia os pensamentos de Percival.

Na sua literatura poética ele relata

Os questionamentos que esta a fazer

Em relação ao seu próprio “ser”.

 

Vivendo a expectativa de publicar seu primeiro livro;

Por meio da Lei de Incentivo a Cultura

Percival o imaginava sendo lido

Pelos amantes da literatura poética

Provocando reflexões sobre a vida

Nas mais significativas essencialidades

Que dela advem e nos cobra.

 

Diante da então possível publicação

Por estar ele ancioso pela resposta positiva

Tres dias após a primeira eliminatória

Antes de sair o resultado no edital

Percival por telefone, pergunta:

O projeto, Quem Sou Eu? Foi aprovado?

Do outro lado da linha uma voz feminina, responde:

Não! O projeto, Quem Sou Eu? Não foi aprovado!

Percival, decepcionado, pergunta:

Aí diz o por que da não aprovação?

A voz o responde: a questão é que o teu nome não é conhecido!

E não representa nada para o estado de Goiás!

 

Percival, com a voz intercalada, pensou:

Caramba… Também não precisava ser assim!

Antes de concluir sua fala com a voz

Percival chega a seguinte conclusão:

Tenho que fazer algo diferente

Para que algo melhor possa acontecer.

Mas fazer o que? Concluiu: voltar a estudar!

Sou autodidata no que faço!

E autodidata… É difícil de ter o trabalho reconhecido.

 

Em seguida desligar o telefone

Saiu em direção à sua casa.

Ao chegar, deu a notícia da não aprovação

À esposa e às filhas por serem elas sua base.

A esposa pergunta, e agora? O que fazer?

Ele a respondeu… Vou voltar a estudar!

E explicou os motivos segundo seu entendimento.

 

Episódio  14

 

Dois meses após o retorno à sala de aula

Ao manifestar o eu poético

Sua história comecco mudar.

Passou a ser convidado a participar

De Seminário e Simpósios educacionais

A discutir propostas para a educação

Referente às demandas que dela emanam

Para a melhora do seu aplicar.

 

Participando de eventos educacionais

Em Goiânia, Goiás e em outros entes federativos

Ampliou a sua fonte do saber

Na dimensão de quase toda a nação.

Com exemplares educadores interessados

No aprender do poeta aluno

Como promissor produtor literário.

 

Convicto que estudando ele está a buscar

O conhecimento que se faz necessário

Para que novos degraus ele alcance

Na arte do aprender e ensinar

Como poeta a semear o saber

Por meio dos versos a escrever e recitar

Onde quer que ele esteja ou vá

Em meio aos que estão a ouvi-lo.

 

Por ele entender que a humanidade

Do século XXI por sua vez diante

Das demandas da Quarta Revolução Industrial

Tem dificuldades para enfrentar

A dinâmica que a nova tecnologia imprime.

Ele acredita que a formação continuada

Ao aucance de todos os profissionais

E o único meio para manter-se atualizado.

 

Neste contexto o poeta por ser

Um potencial a ser desenvolvido

Como eterno aluno que ele “é”!

Não mede esforços para alcançar

O conhecimento que se faz necessário

Para o enfrentamento das demandas profissionais

Que o mercado do trabalho está a cobrar

No manuseio das novas tecnologias.

 

Para ele o ato de deficar-se ao aprendizado

É um infinito caminhar a estabelecer parâmetros

Entre o “ser” de um é o “ser”do outro

Em que cada um vive o seu conhecimento

Determinando individualmente

O que é capaz de fazer como profissional

Em um mercado que o “ser” é cobrado e não valorizado.

 

Dentre os profissionais não valorizados

É importante citar a relevância do professor

Como profissional que está a ensinar

Os demais profissionais a trabalharem

Cada um no seguimento da sua vocação.

Não reconhecer o valor do professor

É um ato inconsequente do governador

Que não visa o progresso do seu país.

 

Desta forma vivendo como aprendiz da vida

O poeta sente o prazer de aprender

No que faz no decorrer dos seus dias.

Seja na construção da sua história;

Da família, da comunidade ou da nação;

Como coadjuvante da vida que ele “é”!

Seja narrando as suas experiências;

Ou narrando as experiências dos outros.

 

Sem esquecer que a vida cotidiana do homem

Diante das opções de caminhos que ele tem

Muitas vezes o transforma em seu pior inimigo

Por faltar-lhe o discernimento necessário

Na definição do caminho a ser seguido

Quando a persepção tardia muitos vezes

Não o dá tempo para reparar o erro.

E assim como “seres” errantes os humanos vivem.

 

Tudo isso são questões, do:

Ser ou não ser, eis a questão.

 

Episódio  15

 

Por volta dos anos setenta do século XX

Um ocorrido chamou-lhe a atenção

Quando em diálogo com os seus “eus”

Seu “eu” maior, pergunta:

É certo o sujeito por ser ambicioso

Ser inconsequente com a própria vida?

E com a vida de quem ele mais ama?

 

Refletindo na razão de “ser”

Começa uma dramática tribulação

Entre o seu grande “eu” e o seu pequeno “eu”

Por ser o seu grande “eu” Divino e correto

Suas decisões são pautadas na ética, como:

O que é meu, é meu! O que é seu, é seu!

 

Ao analisar determinada situação

Seus “eus” travaram intenso diálogo

Divergindo nas justificativas e objetivos

De tomar decisões que envolve questões

Como: “ter” e não “ter”, “ser” e não “ser”,

Como qualificativos do ser humano.

 

Estes, entre outros questionamentos

Que surgiram na dinâmica do diálogo

Buscando a definição da ação ideal

Por estarem eles em uma só vida

Tendo eles o mesmo objetivo

Que é o zelo da existência em que habitam.

 

A questão em pauta entre os “eus”

É que a inconsequência da ambição pode levar

Seu autor à danos irreparáveis

Em detrimento à sua própria vida

Mesmo tendo ele condição de vida previlegiada

Em relação à difícil vida de muitos. Como:

 

Um ambicioso ao ouvir falar

De um banco e do dinheiro por ele emprestado

Com o proprietário do banco foi falar

Objetivando um empréstimo

Para os seus negócios ampliar.

Vejam o que o aconteceu.

 

No diálogo entre ele e o famoso banqueiro

Não pensou duas vezes para decidir

Ao tomar conhecimento das condições

Para o empréstimo ser efetivado.

Não pestanejou antes de decidir

E botar as mãos no dinheiro que foi buscar.

 

Na negociação entre ele e o banqueiro

As condições pautadas foram as seguintes:

Não podia mais beber bebida alcoolica;

Dar a alma do irmão que ele mais amava como garantia;

Sendo que o não beber bebida alcoolica

Era a principal cláusula a ser cumprida.

 

A partir daquele momento o ambicioso

Em cada negócio por ele realizado

Muito dinheiro iria ganhar. Porém:

Caso ele voltasse a beber descumprindo

A principal cláusula do contrato

Vejam o que o iria acontecer:

 

Caso ele voltasse a beber

Todo dinheiro iria perder;

O irmão amado iria morrer;

Muita gente ele mataria, transformando

No maior matador da região. Porém:

Ninguém o mataria, nem seria preso.

 

Em seguida perder todo dinheiro

Vivendo em situação desumana

Devido as consequências da pobreza

Uma grave doença o iria abater

Pobre, muito pobre iria morrer.

Tudo isso de fato o aconteceu.

 

Muito dinheiro ele ganhou ao ponto

De tornar-se o homem mais rico da região.

Um dia com um dos seus melhores amigos

Impolgados ao beber bebida alcoolica

Seu amigo foi a sua primeira vítima.

Impiedosamente o matou e jogou no mato.

 

Com o ambicioso a partir deste momento

Tudo que foi dito o aconteceu;

Perdeu o dinheiro que tinha;

Muita gente ele matou;

Seu irmão amado morreu;

Sem ser preso, nem morrer matado.

 

Depois de pobre muito pobre

A doença o matou cumprindo

Tudo que foi combinado.

O famoso comprador de gado

Fazendeiro endinheirado

Despediu-se da vida e foi.

 

Por ser o ambicioso próximo à Percival

No decorrer desta história verídica

Em alguns momentos ele esteve

Com este mito e histórico cidadão.

Como na ocasião em que o perguntou

Se sabia quantos ele havia matado.

 

O ambicioso com sorriso nos lábios, respondeu:

Lembro de todos! Minutos, hora, data, mês e ano.

E de todos os detalhes dos fatos!

Lembro de tudo como se fosse hoje!

Sem enobrecer-se pelos ocorridos

Falou de tudo com naturalidade!

 

Percival ao ouvir o ambicioso

Tornou-se testemunha dos extremos da vida

Que aquela vida real viveu

Manifestando nobres sentimentos humanos.

E ao mesmo tempo as suas barbárias

De forma explícita sem nada temer.

 

Episódio  16

 

A última vez que Percival esteve na casa do ambicioso

Em uma visita de cortesia por tê-lo

Como um homem extremamente humano

Foi pego de surpresa na recepção

Quando o ambicioso o recepcionou

E suas lágrimas não conteve.

 

A Percival o ambicioso, perguntou:

É você primo? E a cabeça abaixou!

Com a voz emudecida e os olhos marejados.

Percival ao lembrar de outros momentos

Que em família eles viveram

Quase que não se conteve.

 

Em seguida a esposa do ambicioso

Convidou Percival para entrar.

Percival ao entrar descobriu

A vida difícil que estavam vivendo

Sem ter o que comer e nem móveis.

A casa estava vazia e o fogão apagado.

 

Lembrou da felicidade manifesta

Em varivá momentos pelo ambicioso

Ao receber parentes e amigos na sua casa.

Quando a esposa do ambicioso: o disse:

Não o convidado para almoçar

Por não termos o que comer!

 

Percival entristecido com a voz intercalada

Em seguida recuperar-se depois de um tempo

Despediu de todos e saiu a lembrar

Do envolvimento familiar entre

A família do ambicioso e a sua.

Preocupado com as armadilhas da vida.

 

Esta foi a última vez que Percival

Na casa do ambicioso esteve.

Dois meses em seguida a visita

Por causa de um problema cardíaco

O ambicioso morreu e seu espírito

Como espírito errante saiu a vagar.

 

Visitando suas antigas propriedades

Perturbando os proprietários donos

Como se as mesmas ainda as pertencessem.

Chingando e maldizendo com veemência

Os seus atuais proprietários

Como invasores do alheio.

 

O que o pertenceu passou a proteger

De forma autoritária e firme

Dando ordens e sobrepondo

A autoridade dos atuais donos

De forma desumana e humilhante

Na condição de apenas invasores.

 

O tempo passou… Nos dias atuais

Como ele está, ninguém sabe!

Por certo, por Deus, está sendo cuidado!

 

Episódio  17

 

Para Percival situações vividas no passado

Por mais que no momento não sejam entendidas

Ou dado à elas o valor necessário

Ficam retidas no subconsciente do sujeito

E em um dado momento futuro

Elas manifestam em forma de descoberta

Passando pelo processo de aprimoramento

E também de desenvolvimento

Para o atendimento das demandas

Que do ser humano advém.

 

A inquietude do “ser” que está a buscar

O ápice da plenitude da vida

Tem a busca como principal qualificativo

A nortear o azimute a ser seguido

Possibilitando o desvendar mistérios

Que por mais que seja imperceptível

A sua manifestação ao ser humano

São também existencias reais a serem aceitas

Pelo complexo entendimento humano

Na sua diversidade de saberes.

 

Acreditando no conhecimento como possibilitador

De oportunidades para aquele que o tem

Quanto mais o aprendiz aprende

Mais ele descobre o quanto pouco sabe.

Para tornar-se conhecido e aceito

Como bom profissional na área

Capaz de resolver situações problema

O atualizar-se no conhecimento

É a formação continuada ideal.

 

Percival vivendo a contemporaneidade das demandas

No enfrentamento ao neoliberal unilateral

O ato de acreditar nas promessas feitas

Pelos ditos representantes do povo

Durante as campanhas eleitorais

Para a conquista dos cargos eletivos

Induz os eleitores viverem a ilusão

Das promessas feitas não cumpridas

Levando-os a uma vida sem razão

Como vítimas da manipulação.

 

O jeito de viver e de ver a realidade

Faz Percival desacreditar na semântica

Dos vocábulos: político, política e democracia.

Devido ao fato de os políticos em ação

Esquecerem da ética e da sua manutenção

Em uma prática política sem os princípios

Da democracia ampla e irrestrita.

Candidatos falam o que querem aos eleitores

Prometendo sem a intervenção de cumprir

Para obterem os votos necessários

Para o então cargo eleitoral desejado.

O qual o conduzirá à elite política.

 

Fazendo uso da ampla democracia

Políticos hábeis estão à anos no poder

Falando como se em nome do povo

Amparados nos votos que lhes confiaram

Alegam agir em benefício do povo

Sem que este povo desfrute

Da demanda que foi demandada

Sem as suas necessidades atender.

 

Em cada situação por Percival vivida

Ao ter noção das possíveis consequências

Repetidas vezes ele pergunta, quem sou eu?

Que procedimento devo ter neste momento?

Para reverter esta situação em prol

Do povo excluído do “seu” poder

Conforme está escrito na Varta Magna.

Percival vivendo no silêncio da exclusão

Segue o caminhar contra a indiferença

Imposta pelos detentores do poder

Na esperança que um dia o povo lá esteja de fato.

 

Povo este que ao fazer uso do poder que tem

Quando de forma organizada reage

Em defesa dos direitos constitucionais

Derruba o efeito das migalhas oriundas

Do poder capitalista selvagem neoliberal.

Tomara que este povo na sua inquietude reaja

Rumo ao objetivo de reverter

O efeito neoliberal no poder

Para exercer de fato a autoridade

Que do seu poder emana defendendo

As demandas que as suas necessidades atende.

 

Por ser Percival uma das vivítim que aí está

Ele está à todo momento a perguntar

Neste mundo de indiferenças premeditadas

É justo na classe excluida ver

A não prática da ética nortear

O futuro da descendência da exclusão

Como se condenada a viver nesta situação?

Não! Não pode ser! E nem pode continuar

Este povo tem que estar no poder para almejar

De fato a sua condição de vida melhorar.

E para o status real da democracia conquistar.

 

Episódio  18

 

O tempo passou quase despercebido

A criança prodígio, fez se: adolescente,

Jovem, adulto, aluno  promissor!

Com opiniões formadas sobre as demandas

Que emanam das necessidades humanas

Na árdua rotina da arte de viver.

 

Nesta nova fase da sua vida

Percival saiu a andar conquistando amigos

Pisando o solo de regiões desconhecidas

Aprendendo viver na rica escola da vida

Contando histórias veridicas da vida.

 

Com perguntas referente ao seu “eu” a perguntar

A pergunta que ele mais extava a fazer

Referia-se ao fato, quem sou eu?

Com varivá outras a acompanhá-la.

 

Por mais que respostas surgiram

Devido ao fato de o dizer “sou” demandar

Coerência no falar e agir contextualizando

Isso tornou-se um dificultador

Para o próprio convencimento no “sou”.

 

Na sua inquietude em silesilê a perguntar

Quem sou eu? Entre tantos diferentes “eus”!?

Que compõe a incontável espécie humana?

Será que neste infinito numeral

Humanamente impossível de ser contado

Não tem ninguém com missão repetida?

 

Creio que a missão de nobreza

Está incumbida à todos os “seres”

Para a construção do futuro que vira!

Assim sendo, eu Percival, não posso falhar.

 

Por estar convicto deste dever

Digo enquanto em mim existir

Este desejo de os obstáculos vencer

Estarei em prol sempre a lutar.

 

Para que um dia quem sabe eu possa

Dizer em voz alta e firme a afirmativa:

Cumpri a missão com determinação e ética!

 

Ainda que esta existência no tempo passe

Sem que eu entenda o todo da vida

Serei persistente dela jamais desestirei!

Estarei sempre no bom caminho a andar

Contemplando o céu, a terra, e o mar

Assim como tudo que neles existem.

Devido o criador neles estar presente

Com benevolência e poder onipotente!

 

Seguindo os caminhos da vida a sonhar

Percival está consigo a dialogar

Discutindo os mistemist que vida

Consiente do seu dever e objetivo.

 

Mesmo desconhecendo detalhes

De onde venho e para onde vou, creio,

Que a resposta que a muito estou a buscar

Vencendo obstáculos ei de encontra-la.

 

Ei de encontrar mesmo tendo

À margem da estrada espinhos a espinhar-me.

Tenho a certeza que também têm

Belas flores a perfumar e embelezar

Os caminhos por onde eu andar.

 

Pedras, buracos e outros obstáculos

Ei de encontrá-los e vencê-los.

O ser determinado nesta caminhada

É o qualificativo necessário

Para tornar-se um vencedor.

 

Nesta caminhada por certo irei seguir

Caminhos incertos e imaginários

Cortando montanhas, vales e montes

Em meio a paisagens naturais

Com águas cristalinas a irrigar

Dando-lhes vida e a mim.

 

Percival como esperançado poeta

Segue narrando as adversidades da vida

Vivendo o que ela está a oferecer-lhe

Em tudo buscando o aprender

Por serem reais oportunidades.

 

Expressando palavras que brotam

Do seu coração e da alma

Percival segue o seu caminhar

Como filósofo da vida a viver.

 

Episódio  19

 

Vivendo os conflitos da vida nas suas bifurcações

O pequeno eu e o grande eu de Percival vão

Percorrendo seus labirintos íngremes

De aclives e declives sucessivos

Dificultando o acesso à vida

Cobrando dele atenção no andar.

 

O pequeno “eu” de Percival

Por ser extremamente humano

Sente as intempéries do clima

Os abores dos alimentos e líquidos

Nad suas várias espécies

E os prazeres humanos carnais.

 

Enquanto o seu grande “eu”

Por estar além do espaço e do tempo

Por mais que de tudo tem conhecimento

Não si permite ser seduzido.

Não é por nenhum dominado.

E sim, têm o domínio de todos.

 

Por ser ele orientador do pequeno “eu”

Não é omisso no seu dever de orientar

Porém, não o proíbe de fazer nada.

Mas, deixa claro que tem consequências.

Assim Percival vai vivendo e aprendendo

Com as divergências dos seus “eus”.

 

Como se levado por uma força maior

Percival ao chegar em uma região

Conhecida como Vale do Rio Piripipau

Fazendo uso do “ser” que ele “é”!

Andarilho, poeta e contador de histórias

Logo caiu na graça dos moradores.

 

Curtindo as essencialidades do Vale do Rio Piripipau

Degustando suas delícias em meio ao seu povo

E contemplando a sua natureza.

Percival apaixonou-se pelo lugar

Nele fincou sua nova morada

Ao ponto de sentir-se como um dos seus.

 

Como quem estava a dizer:

Este também é meu lugar!

Sentindo o vento e respirando o seu ar

Ouvindo os pássaros e contemplando seu voar

Borboletas e beija-flores as flores a beijar

E o néctar das flores a colherem

Disse: este é meu novo habitar!

 

Percival com admiração tudo olhava

Maravilhado com as belezas do Vale

Também sentia-se inserido nele.

Os dias passavam como o vento

Em uma velocidade constante

Ditando o ritmo do tempo.

 

Percival com o olhar distante

Tudo do Vale observava.

Parecia estar perdido!

Mas, sem perder a noção de nada

Para tudo ele tinha respostas

E palavras para com admiração exaltar.

 

Como novo morador do Vale do Rio Piripipau

Os dias para Percival passavam rápidos

Ele percorrendo seus labirintos

Em meio às suas paisagens

Não via o tempo passar.

Tudo parecia miragem.

 

Aquele cidadão de finos tratos

Onde quer que estivesse ao falar

Transmitia paz, harmonia e felicidade

Para todos que o ouvia fazendo

Que seus corações rejubilassem de prazer

E sentissem prazer no viver.

 

Devido ao seu jeito de ser

Inconcientimente ele tornou-se

Lider dos moradores do Vale.

Eles tendo-o como porto seguro

Juntos dele queriam ficar

Sob o jugo das suas orientações.

 

Dessa forma os nativos do Vale

E o recém chegado Percival

Viviam unidos a buscarem

As melhorias de vida

Para todos os seus moradores

Em convivência de respeito e harmonia.

 

Um certo dia quando Percival seguia por uma estrada

Intuitivamente talvez sem saber de onde vinha

Uma voz poderosa com autoridade disse-lhe:

Êi!…Êi!… Você aí! Pare e fale comigo!

 

Percival, surpreso, olhou em todas as direções

Para cima, pata baixo, e não viu ninguém

Perguntou, quem? Eu Senhor? O que queres tu de mim?

 

A voz o respondeu: Sim…! Você!

Não tenhas dúvidas! Nem temas!

Nós estamos tão próximo um do outro

Tão unidos e tu não me persebes, Percival?

 

Só aí que Percival descobriu, que a voz saía de dentro dele;

Era Deus conversando com ele;

Era Deus presente nele.

Percival ajuelhou no chão e o reverenciou, dizendo:

Obrigado Senhor! Por tu existir e se fazer presente!

Com os olhos marejados sua voz emudeceu.

Quando a voz voltou, perguntou:

Senhor, repito! O que queres tu de mim?

Não sou digno da tua presença!

Muito menos de ouvi-lo!

Nunca o busquei de coração! Porém:

Nunca duvidei da tua existência!

 

A Voz o respondeu, sim, e verdade!

Mas também nunca me espulsastes da tua presença! Sempre estive contigo!

Sei o quanto o teu coração é nobre!

E o prazer que tens de fazer o bem!

Por isso escolhi-ti para uma missão.

 

Escolheste-me para uma missão?

Como assim? E pra fazer o quê?

Sim! Tu és o meu escolhido!

As tuas nelas história

Muito têm alegrado

O povo Piripipauense.

Isso o credenciou por justo merecimento

Para estar adiante deste povo

Sendo a tua voz e o teu ouvido ao mesmo tempo.

 

Senhor…! Sou apenas um contador de histórias

Poeta e sensível às necessidades deste povo!

Não tenho capacidade para assumir

Um cargo de tamanha relevância.

 

Tudo isso aconteceu com Percival

Conversando aparentimenap com ele mesmo.

Ainda bem que ninguém mais estava presente.

Senão o enternaria em um hospício.

 

Não fuvide de tua capacidade Percival!

Tu és um líder nato e pessoa ideal

Para desenvolver este projeto

Aqui no Vale do Rio Piripipau!

E assim será feito! Entendeu?

 

Obrigado Senhor por essas belas palavras!

As quais despertaram em mim

O desejo de desenvolver o teu projeto.

Diz: me como e quando podemos começar.

 

Começaremos agora Percival!

Não temos mais tempo a perder!

Este projeto deveria ter iniciado

Já à alguns anos atrás.

E dele já poderíamos ter feito balas colheitas.

 

Senhor! É muito bom fazer parte do teu projeto.

Mas, confesso-ti, gostaria de vê-lo!

 

Chegarás o dia Percival

Que conversaremos frente a frente

E verás-me como existência real!

Tudo isso depende da tua evolução!

 

Tudo bem, Senhor! Diz-me o que fazer e como

Para darmos início ao projeto.

Sou todo ouvido e teu servo!

 

Sim! Atenta-ti, no que vou lhe dizer: tu sabes muito bem, eu sei, à qual nação o Vale do Rio Piripipau pertence! E sabes também o quanto as ações dos políticos deste país deixam a desejar. Principalmente com a falta de políticas públicas para o atendimento das classes sociais que não compõe a cúpula do governo e seus privilegiados. À anos que nem o governo, ou os seus representantes põe os pés aqui no Vale do Rio Piripipau. Melhor dizendo: de nenhum dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Assim sendo: o Vale do Rio Piripipau e sua gente, estão totalmente abandonados. Isso não quer dizer que é uma região sem dono! Tem dono sim! Seus donos,  são os próprios moradores do Vale! Nativos da região.

 

É verdade Senhor! Mas como reverter esta situação? O que fazer?

 

Então! Tu, que já é líder deste povo, com base nesta liderança, estas constituído seu Rei!

 

Sim! Conheço as necessidades dos piripipauenses. Mas como ser aceito seu Rei, não sei!

 

Percival, a proposta que tenho a fazer-ti… É eu e você juntos! Juntos fundaremos o Reino do Vale do Rio Piripipau! Para juntos tirarmos os piripipauenses desta situação calamitosa que se encontram. Por que juntos? Segundo a tradição, sabida por todos, o Rei, é o representante da Divindade Suprema na terra! Assim sendo, tu és o meu representante perante à todo exte povo! A tua voz, é a minha voz, o meu querer e o teu, é um só querer! Sempre que tiveres duvdúvi em relação ao que fazer… Recorrendo à mim, lhe direi o que faxer! Portanto, tu não estarás só! Eu e tu domos um só governo.

 

Senhor! Como devo dirigir-me à ti? Qual é o teu nome?

 

Percival, sempre que dirigires à mim, dirás: Senhor! Eu o atenderei!

 

Então, senhor! Quando e como detemos início à este Reino? Quando ele será constituído? Como ele será constituído? De que forma serei aceito? Uma vez que todo Reino tem um Rei aceito pelo teu povo?

 

É verdade Percival! Todo Reino tem que ter um Rei! Afirmo-lhe: O Rei do Reino do Vale do Rio Piripipau é você!

 

Senhor! De que forma o meu reinado será reconhecido e aceito pelos Piripipauenses?

 

Percival! A partir deste momento, tu irás contar sos Piripipauenses a seguinte história:

Povo Piripipauense, era uma vez, uma região pertencente à uma nação. Que assim como o Vale do Rio Piripipau era totalmente abandonada pelas autoridades daquele país. Principalmente pelo governo central. Um belo dia os moradores daquela região, cansados com as promessas não cumpridas dos políticos daquele país, feitas durante as Campanhas eleitorais e com o desvio das verbas públicas destinadas à saude, segurança pública e educação. Já por um longo período, envolvendo políticos, o alto escalão do governo e os empresários. Além do próprio governo. Sem nenhuma perspectiva de mudança; um dia, o povo revoltado, mobilizou-se contra aquele governo reivindicando a independência da região com o intuito de fundar um novo país. Depois de disputas no corpo a corpo e longas batalhas jurídicas. A independência da região aconteceu! Formou-se, um novo país. Houve progresso na região e o padrão de vida dos seus moradores melhorou. Povo Piripipauense vejam: os problemas daquela região, não são diferentes dos problemas do Vale do Rio Piripipau! Creio que é chegada a hora de unidos fundarmos o Reino do Vale do Rio Piripipau, e conquistarmos a nossa independência, formando um novo país. Vocês concordam?

Esta é a história que tu irás contar em todo o Vale do Rio Piripipau. O resultado, você verá!

 

Sim Senhor!  A história e linda! Ela fala exatamente dos Piripipauenses!

 

Percival! A proposta é esta! Quando os Piripipauenses ouvi-la, não terão dúvidas, reivindicarão a independência do Vale do Rio Piripipau, e apoiarão a criação do Reino. O povo tem poder! A independência e a criação do Reino serão realizados!

 

Como serei aceito e reconhecido Rei, Senhor?

 

Ao contares está história em praça pública, uma voz surgirá no meio da multidão, e perguntará: quem será o nosso Rei! Uma segunda voz dirá: Percival! Percival é o nosso Rei! Rei Percival Primeiro! Este é o teu nome! Isso, já com as batalhas jurídicas encerradas a favor! Tudo realidade.

 

Assim tudo aconteceu! O Vale do Rio Piripipau independente, Reino Constituído e Percival, Rei!

 

Desta forma, Percival e os seus “eus”,viram sonhos virarem realidades! Com melhores condições de vida, multiplicando e melhorando à cada dia. Com a paz reinando em todo o Vale e o progresso acontecendo.

Assim acontece na vida de Percival! O seu grande “eu” ,  orienta o seu pequeno “eu”, seguindo juntos rumo ao futuro. Porém, responder a pergunta: quem sou eu? com exatidão, jamais.

Ser ou não ser, eis a questão.

Responder! é a questão!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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